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A abertura do ciclo de captação de alunos no primeiro semestre de 2026 indica uma retomada no ritmo de crescimento do ensino superior privado, com avanço puxado principalmente pelos cursos semipresenciais da área da saúde. Um levantamento realizado pela consultoria Educa Insights, com dados compilados até a metade de fevereiro, mostra que o volume de matrículas aumentou 8,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.
O desempenho é influenciado, sobretudo, pela expansão do ensino semipresencial (ou híbrido), que combina atividades in loco e remotas. Nessa modalidade, o crescimento chegou a 14,8%, superando o avanço observado nos cursos totalmente presenciais, que registraram alta de 9,2%. Já a educação a distância (EaD) teve variação mais discreta, de 1,9%, sinalizando um cenário mais estável após vários anos de crescimento acelerado.
Embora o período de matrículas só se encerre em março, os números permitem identificar tendências relevantes. Uma delas é o fortalecimento de graduações ligadas à saúde no formato híbrido, especialmente em instituições de ensino superior (IES) que passaram a investir nesse modelo nos últimos anos.
Entre os 10 cursos semipresenciais com maior crescimento proporcional de novos alunos, nada menos que seis são na área da saúde:
Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Daniel Infante, sócio da Educa Insights, demonstrou otimismo em relação a esses números. “A novidade é a regulação e, mesmo estando em período de adaptação, já vemos cristalizar a expansão do semi na área da saúde”, disse o gestor, referindo-se ao marco regulatório da EaD.
As novas regras ampliaram as exigências relacionadas a infraestrutura física, carga horária e atividades presenciais obrigatórias, além da oferta de suporte acadêmico aos estudantes. Na prática, isso limitou a abertura de cursos totalmente remotos em áreas com forte demanda por formação prática e incentivou a migração para o modelo semipresencial.
O avanço das matrículas na modalidade híbrida ocorre em paralelo a um desempenho consistente de cursos tradicionais no formato presencial. Na maioria dos casos, são formações que exigem atividades práticas e/ou não contam com oferta consolidada no ensino remoto.
Nesse grupo, as maiores altas foram observadas nos seguintes cursos:
Segundo Infante, esse movimento também reforça o peso de fatores como reputação institucional e presença regional na decisão dos estudantes, principalmente em carreiras mais reguladas. “Os cursos presenciais com boas marcas e localizados em boas praças conseguem crescer — em especial, aqueles que não têm a opção de EaD, como Direito, Psicologia.”
Na educação a distância, a demanda segue concentrada nas áreas de gestão e tecnologia. De acordo com o levantamento, entre os cursos mais procurados estão:
O consultor da Educa Insights destacou, porém, que algumas graduações que antes figuravam nesse ranking acabaram sendo afetadas diretamente pelas mudanças regulatórias. É o caso da Pedagogia, cuja migração para o semipresencial não acompanhou o volume registrado no ensino remoto.
“A Pedagogia aparece entre dez dos cursos híbridos mais procurados. O problema é que mesmo essa variação positiva não compensa o que representava antes da nova regulação. Há instituições de ensino enfrentando essa dificuldade”, concluiu.
Por Redação
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