IFE Conference 2026: 5 insights do evento sobre transformações que vão impactar o ensino superior

Redação • 18 de fevereiro de 2026

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    A educação, sobretudo na esfera do ensino superior, vem passando por uma das transformações mais profundas de sua história recente. Muito além da digitalização de conteúdos ou da adoção de novas ferramentas tecnológicas, essa mudança redefine o próprio sentido do que significa aprender, ensinar e certificar competências


    Diante desse cenário, o “IFE Conference — Insights for the Future of Education” se consolida como um importante espaço de reflexão sobre os rumos do setor. Realizada entre 27 e 29 de janeiro, em Monterrey, no México, a 12ª edição do evento contou com mais de 5,7 mil pesquisadores e gestores institucionais de 46 países. Entre as lideranças presentes, pelo menos um consenso se impôs: a teoria isolada da prática já não responde aos desafios educacionais


    “Nossa percepção é de que o IFE Conference deste ano reforçou seu papel estratégico como o principal fórum de debates sobre o ensino superior na América Latina”, elogia Vinicius Dias, diretor da Plataforma A. “É um espaço privilegiado de troca entre líderes acadêmicos e gestores, sempre conectado às grandes agendas globais de transformação do setor.” 


    A Edtech marcou presença com um estande dedicado a discutir e vivenciar novas formas de colocar a prática no centro da formação universitária. Foram diversos momentos de diálogo, experiências práticas e demonstrações aplicadas, como: 

     

    • Living Lab Workshop; 
    • Painel sobre educação híbrida e sua implementação nas universidades; 
    • Café da manhã estratégico sobre inovação com reitores e lideranças acadêmicas; 
    • Demonstrações do ecossistema da Plataforma A, além de laboratórios virtuais e maletas didáticas


    Após os três dias de imersão no IFE Conference, reunimos, aqui no Desafios da Educação, 5 insights que moldaram as discussões em 2026. Confira!

     

    1. IA generativa: da narrativa à institucionalização 


    Durante décadas, a personalização do aprendizado foi o objetivo máximo da educação. Com o avanço da inteligência artificial (IA) generativa, esse objetivo tem ficado cada vez mais próximo. 


    No IFE Conference 2026 — evento organizado pelo Tecnológico de Monterrey — a tecnologia apareceu como objeto de análise crítica, a partir de resultados de projetos, evidências sobre docência e aprendizados metodológicos


    “Tudo bem se contarmos com boas iniciativas de um professor ou de uma instituição. Mas está claro que, quanto mais institucionalizado e planejado for o processo, melhores os resultados de eficiência, eficácia institucional e engajamento do aluno”, disse Fábio Reis, diretor de Inovação e Redes de Cooperação no Instituto Semesp


    2. Revolução das microcredenciais: agilidade e empregabilidade 


    Outro eixo central desta edição foi a necessidade de oferecer trajetórias formativas mais flexíveis e conectadas ao mundo do trabalho. Nesse contexto, as microcredenciais surgem como uma resposta possível à pressão por atualização constante de competências e maior agilidade na inserção profissional. 


    Para Reis, esta deve ser a prioridade. “Se você pode, ao longo do ano, adquirir uma série de microcredenciais, cada uma o habilitando com competências e habilidades fundamentais para desenvolver um trabalho, isso é muito interessante. É preciso reconhecer também os processos de formação que não são a sala de aula.” 


    O debate, porém, deixou claro que a adoção de microcredenciais realmente válidas não é algo trivial. Integrá-las de forma coerente aos currículos exige revisão de modelos acadêmicos, critérios de validação e articulação com a formação tradicional — desafios que muitas instituições de ensino superior (IES) ainda não conseguiram enfrentar de maneira sistêmica.


    3. Maturidade de gestão: requisito para a inovação real 


    Um dos alertas mais recorrentes ao longo do evento foi a falsa crença de que a tecnologia, por si só, é capaz de transformar a educação. O IFE Conference 2026 trouxe um choque de realidade: a inovação falha onde a gestão é frágil


    A maturidade institucional apareceu como o principal fator de diferenciação entre iniciativas que se sustentam no tempo e projetos que permanecem superficiais. Fábio Reis reforçou que a transformação mais urgente está na cultura das IES


    “Não basta a mudança pela mudança; é necessário refletir sobre ela. As lideranças precisam acreditar em um processo de transformação contínuo, que envolva uma verdadeira transformação cultural, para que a instituição se mantenha competitiva e relevante”, ponderou.


    4. Evidência científica e o sentido humano


    À medida que tecnologias emergentes ganham espaço no ensino superior, uma questão (levantada em várias mesas de debate em Monterrey) vem à tona: qual é o papel do ser humano em ambientes educacionais cada vez mais mediados por tecnologia? 


    A resposta, no IFE Conference deste ano, passou pela defesa de uma inovação orientada por evidência científica e propósito pedagógico


    “Enquanto as empresas desenvolvem soluções assistidas por IA para ampliar o acesso, os tomadores de decisão reformulam suas estratégias para integrar efetivamente essas tecnologias e desenvolver novas competências em suas comunidades”, destacou Luis F. Morán Mirabal, líder do IFE Living Lab and Data Hub, responsável pela implementação de projetos de pesquisa no Tecnológico de Monterrey. 


    5. Cooperação latino-americana como motor de futuro 


    Por fim, um ponto recorrente em todas as edições do IFE Conference: a necessidade de ampliar a cooperação mútua entre os países da região e o entendimento de que ninguém inova sozinho


    Apesar de contextos regulatórios e desafios semelhantes, esse é um tema que vem avançando de forma tímida. “Há ótimas universidades na América Latina, e muita coisa boa acontecendo. As IES brasileiras deveriam procurar se relacionar com outras instituições latino-americanas”, concordou Reis. 


    O legado do IFE Conference 2026 


    O IFE Conference 2026 cumpriu um papel decisivo ao expor a distância entre o discurso e a prática no ensino superior. Se por um lado o setor demonstra maturidade crescente para formular diagnósticos e propor caminhos, por outro, ainda enfrenta dificuldades estruturais, organizacionais e culturais. 


    Nesse contexto, o evento deixou uma mensagem inequívoca: o futuro da educação superior passa pela capacidade de transformar boas ideias em ações. E, por mais que a tecnologia esteja sempre mudando, o principal desafio permanece o mesmo — executar com coerência, continuidade e propósito


    A Plataforma valoriza modelos de aprendizado híbrido estruturados, capazes de articular inovação pedagógica, gestão acadêmica e evidência prática. Quer saber como? Conheça nosso ecossistema de soluções e leve para sua IES uma experiência educacional completa! 

    Por Redação

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