

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit
A Educação a Distância (EAD) foi classificada inicialmente na linha do tempo pelos diferentes meios tecnológicos e métodos didático-pedagógicos dos quais se apropria para realizar seu propósito.
Quando ocorreram mudanças relevantes, os autores Michael Moore e Greg Kearsley definiram na década de 1990 três transições tecnológicas no cenário internacional como os marcadores de uma nova geração na EAD em cada uma delas: 1ª - Ensino por Correspondência; 2ª - Ensino por mídias de massa, com uso de multimídia; 3ª - Ensino por Tele-transmissão.
Este cenário inicial foi desenhado pelos autores antes da Era Digital, propiciada pela chegada e difusão da Internet. Adotando como critério temporal avançar desde a década de 1990 até 2026, e utilizando método de análise similar, porém adaptado à realidade da EAD no Brasil, é possível identificar cinco modelos consolidados.
Partindo das três gerações iniciais de Moore & Kearsley como base, encontramos no país uma 4ª Geração da EAD com uso das mídias digitais e suas possibilidades, e identificar a chegada de uma 5ª Geração da EAD feita com Inteligência Artificial, tornada viável após o advento do Chat GPT, que foi lançado em 30 de novembro de 2022. Esta 5ª Geração da EAD inaugura uma etapa de uso intensivo de modelos de linguagem e de automação cognitiva aplicada à EAD.
Neste texto foram adotados dois pressupostos para a análise realizada: as características próprias das cinco Gerações de EAD no Brasil; e a forma de criação de prompts para gerar cursos por Inteligência Artificial.
A priori, cabe destacar que as inovações tecnológicas nos meios de comunicação e informação, bem como as teorias de aprendizagem e as metodologias decorrentes têm sido incorporadas pela EAD na linha do tempo no intuito de contribuir para os fins de maior cobertura, maior alcance, mais flexibilidade, menor custo e mais comodidade para os estudantes alcançarem êxito na aprendizagem.
Porém, essas apropriações tecnológicas, conceituais ou metodológicas ocorrem de maneira particular em cada país ou contexto regional. Afinal, as disponibilidades tecnológicas para as instituições, as condições de acesso para os estudantes e os hábitos de consumo dos meios de comunicação e formas de ensinar e de aprender são sempre diferentes.
Por isso mesmo, no caso da Educação a Distância no Brasil, não se aplicam diretamente as classificações de maior difusão na literatura sobre as diferentes Gerações da EAD, as quais estão ancoradas na tríade original criada por Michael Moore, propondo três patamares com a 1ª, a 2ª e a 3ª Gerações da EAD:
Cursos ofertados com materiais didáticos impressos e encaminhados pelo sistema postal. A metodologia era a da autoaprendizagem, com baixa interação entre os aprendizes e os professores ou tutores.
Cursos transmitidos por rádio ou TV, com suporte de materiais impressos, fitas de vídeo ou de áudio e multimídias como CBT (Computer-Bases Training) e CB (Computer-Based Learning) para uso em computadores stand alone ou em redes locais, em laboratórios de informática.
Cursos que utilizavam tecnologias de transmissão via satélite ou por videoconferência e com apoio de interações por telefonia ou redes de computadores, aumentando a possibilidade de interação em relação aos modelos anteriores.
No entanto, essa classificação inicial, ainda que válida para a didática sobre a modalidade, foi estabelecida com base no que os autores observavam na EAD que se praticava nos Estados Unidos e outros países, porém antes da disseminação da internet para uso civil, o que ocorreu a partir da metade da década de 1990. Assim, os usos posteriores podem e precisam ser contextualizados de acordo com cada realidade.
Neste sentido, em 2003, Fredric M. Litto publicou uma análise sobre as utopias e as distopias brasileiras na emergente Educação Superior a Distância. Fazendo paralelos com outros países, Litto mostrava um Ministério da Educação inseguro, titubeante sobre como se relacionar com a modalidade. Isso funcionava como um sistema de freios ao mesmo tempo que exigia das instituições de ensino uma engenharia de criatividade para criar e expandir a oferta. Na prática, o Brasil não se encaixava no figurino mundial da EAD.
Já naquele momento, no início da década de 2000, os recursos da internet se disseminavam no Brasil. Progressivamente, ofereciam maior capacidade e velocidade, taxas de custo menores e, com os dispositivos pessoais ou corporativos avançando em performance de conexão e desempenho, também com menor custo por processamento. A revolução dos hábitos de comunicação e de informação na sociedade contemporânea estava em marcha, com reflexos diretos na EAD.
Da mesma forma como não se aplicam ao Brasil, de maneira automática, as gerações meramente tecnológicas da EAD, também não se aplicam a análise e classificação da Educação a Distância pelo critério das Três Gerações da EAD identificadas pela natureza teórico-metodológica da abordagem utilizada para o designinstrucional determinante na modelagem de conteúdos, atividades, interações e avaliação proposta por Terry Anderson & Jon Don:
Orientada para autoaprendizagem, ao ritmo próprio do estudante. Conteúdos e atividades modelados por design instrucional para entrega. O controle está na autoria ou design instrucional do produto.
Aprendizagem condicionada ao relacionamento para construção do conhecimento por relação mediada entre o professor (facilitador ou guia) e os alunos. O conteúdo não é prevalente. As interações por fóruns, chats, videoconferência ou Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) é que são determinantes neste modelo.
Ancorada no conceito de que a aprendizagem se dá pelo aprendiz na apreensão do conhecimento disponível nas redes de informação e de pessoas como fonte de recursos. As conexões às diversas fontes levam ao conhecimento, gerenciado pela autonomia do estudante num ambiente de redes interconectadas.
Desse modo, é possível perceber, na lógica de Anderson & Don, uma tipificação weberiana, que fez classificações nas ciências sociais a partir de “tipos ideais” meramente para efeito de análise e de estudo, e não para criar ou engessar categorias absolutas.
Os próprios autores complementaram que os melhores cursos por EAD não obedecem à tipificação e que buscam, no perfil dos estudantes e no propósito de aprendizagem, a escolha das melhores tecnologias e metodologias, hibridizando o que, na classificação, estaria padronizado.
Vale destacar que diversos autores buscaram estabelecer classificações para enquadrar os modelos de EAD em Gerações ao longo da curta história da modalidade na educação formal brasileira e todas partiam da proposta de Michael Moore. Mas ressalta-se, neste texto, que a Educação a Distância no Brasil não obedece nem à classificação por gerações tecnológicas de Moore & Kearsley e nem à tipificação pedagógica de Anderson & Don.
Neste viés, destaca-se que o desenvolvimento da Educação a Distância no país não ficou imune às mudanças da internet e nem ficou teoricamente subordinado a correntes pedagógicas.
Rapidamente, a EAD brasileira procurou incorporar as inovações tecnológicas para aumento da cobertura, do alcance, da flexibilidade e da comodidade para os estudantes, além de buscar reduzir os custos de acesso à educação e utilizar variadas possibilidades didático-pedagógicas de interação, de colaboração ou de autodeterminação, conforme a oportunidade ou necessidade.
Claramente, temos no Brasil e outros países, como consequência do uso intensivo dos recursos da internet e de novos métodos didático-pedagógicos, uma 4ª Geração da EAD, a qual assume um contorno de Universidade Virtual. Ela se distingue da 3ª Geração da EAD que foi classificada num tempo anterior e pré internet por Moore & Kearsley.
No entanto, a diversidade de o Brasil ser um país continental e com diferentes realidades institucionais e populacionais nos aspectos de inserção e disponibilidade de acesso às tecnologias, fez com que desde 1995 e 1996 coexistissem as diferentes gerações da EAD na oferta do Ensino Superior no Brasil. Cada instituição, em seu contexto e considerando a realidade de acesso tecnológico dos seus alunos, desenhou uma tipologia específica de tecnologias a serem utilizadas.
Desse modo, da mesma forma que a internet inaugurou um novo capítulo na educação ao tornar possível os modelos de Universidade Virtual junto com a evolução tecnológica da sociedade, já foi possível considerar, no Brasil e no mundo, um novo ponto de ruptura ao identificar uma 5ª Geração da EAD que se tornou potencial após o advento do Chat GPT, em 30 de novembro de 2022.
Ao inaugurar a era dos motores de Inteligência Artificial, o Chat GPT foi o start para uma corrida de sucessivas inovações entre as empresas dos Estados Unidos e da China, apresentando sistemas com maior performance em LLM (Large Language Model).
O desafio competitivo tem foco para gerar a lógica da comunicação em linguagem humana e articulada com a base universal de conhecimento disponível, sustentar diálogos, análises, cálculos, projetos, programação, interpretações e produzir expressão de comunicação em imagens, áudio e vídeo.
O uso desses recursos da Inteligência Artificial aplicados à Educação a Distância traz em si rupturas imediatas. Para tratar esse movimento como uma nova geração, o critério não é apenas tecnológico.
O que muda é o arranjo pedagógico e organizacional: a IA deixa de ser um recurso periférico e passa a atuar como mediadora de estudo, produção de conteúdo, tutoria e avaliação formativa. Isso desloca responsabilidades, redefine o que se entende por autoria e exige governança acadêmica sobre qualidade, rastreabilidade e ética do uso.
Nesta esteira, o relacionamento humano com a Inteligência Artificial por meio de prompts permite, por exemplo, de maneira inédita, criar cursos de EAD com propósito de Aprendizagem Autônoma pelo próprio interessado em se tornar aprendiz pelo método da Heutagogia.
Ademais, esta Quinta Geração da EAD com uso de IA permite também gerar cursos corporativos ou acadêmicos para oferta institucional, com base nos fundamentos da Andragogia, e para oferta para terceiros. A modelagem indicada para a IA estruturar o produto pode ser de autoaprendizagem ou de aprendizagem mediada pela Inteligência Artificial e/ou por agentes humanos, a depender do(s) prompt(s) estabelecido(s).
No Brasil o primeiro produto identificado pelos autores deste livro como sendo um registro deste novo fenômeno foi identificado em 2025.
Desta forma, criamos uma classificação adaptada para a realidade brasileira com cinco gerações de EAD. Foram considerados o histórico e a trajetória da Educação a Distância no Brasil.
E, ampliando e adaptando a literatura internacional, foi possível apresentar uma classificação com cinco Gerações da EAD, considerando os marcos pioneiros de Moore & Kearsley, e as contribuições de Patrícia Lupion Torres e Francisco Fialho e de Jucimara Roesler em artigos sobre o desafio de múltiplas tecnologias para ofertar cursos EAD com acessibilidade:
Uso geral desde 1904. Na EAD do Ensino Superior, desde 1995.
Exemplo de referência: Origem nos cursos de datilografia, bordado e de corte e costura, ofertados por cartilhas enviadas pelo correio na primeira década do século XX.
Este modelo foi adaptado na segunda metade da década de 1990 para oferta de cursos superiores por EAD. Universidades que atendiam alunos de graduação EAD ainda sem condição de acesso às Tecnologias da Informação e da Comunicação, utilizaram-se dos recursos do Ensino por Correspondência para elaboração de materiais didáticos, porém com lógica de aprendizagem com suporte e mediação de tutoria presencial.
A tutoria se dava pelo deslocamento de professores ou contratação de tutores para atendimento aos estudantes em polos de apoio presencial. E, na linha do tempo e da chegada de novos recursos tecnológicos, sendo progressivamente complementada ou substituída por tutoria remota, seja por telefone ou posteriormente por Internet ou mais tarde por Ambiente Virtual de Aprendizagem.
Uso geral desde a década de 1960. No Ensino Superior, uso das mídias de armazenamento e de aulas pela TV desde 1995.
Exemplo de referência: os Telecursos, com Ensino Supletivo de 1º Grau e de 2º Grau, ofertados a partir do final da década de 60 reuniam as características principais desta 2ª Geração da EAD no Brasil.
Apesar deste modelo, em suas características originais, não ter tido uma utilização isolada nos cursos superiores por EAD, o uso das mídias de armazenamento como fitas de áudio ou de vídeo, e posteriormente de CDs, DVDs ou CD-ROM fizeram parte como materiais de apoio desde o primeiro curso de graduação a distância ofertado pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso) em 1995. E, posteriormente também utilizadas pela maioria das instituições ofertantes de EAD nas décadas de 1990, 2000 e de 2010, tendo o uso progressivamente reduzido à medida que avançava no país o acesso à internet.
O uso de aulas pela TV foi introduzido no Ensino Superior à Distância pela UEMA (Universidade do Estado do Maranhão), em 1998. A televisão era o único meio possível de interiorização do curso de Formação de Professores para as Séries Iniciais do Ensino Fundamental. O projeto ocorria em parceria da UEMA com a Secretaria Estadual de Educação e a TV Educativa, que cuidava da produção das aulas com os professores da universidade, para e transmissão para áreas do Estado onde o acesso pela TV era o meio possível.
O recurso de aulas pela Televisão foi adotado também pela UNIVESP (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), que na década de 2010 passou a utilizar um canal digital da TV Cultura para transmitir aulas de cursos de graduação com recepção em todo o Estado de São Paulo. No entanto, as mesmas aulas da UNIVESP também ficam disponíveis em sistema digital, com acesso por Ambiente Virtual de Aprendizagem.
Na prática, portanto, na UNIVESP, há uma redundância nos meios de entrega, um por aulas pela televisão, e outro com as mesmas aulas por meio digital. Na UEMA, por outro lado, a TV era a única mídia a que os alunos tinham acesso.
Uso geral desde o início da década de 2000.
Exemplos de referência: a primeira oferta consolidade neste modelo de teleaulas por satélite e recepção organizada em polos conectados por antenas parabólicas ocorreu com uma turma do curso Normal Superior, em 2001, no Estado do Tocantins, numa parceria público-privada entre a UNITINS (Universidade do Estado do Tocantins) e a empresa paranaense EADCON.
A expansão nacional deste modelo de EAD ministrada por teleaulas e recepção organizada em polos acontece em 2003, liderada pela UNOPAR, Universidade do Norte do Paraná, no começo dos anos 2000.
Neste modelo, além das aulas ao vivo transmitidas por satélite, com recepção organizada nos polos, os alunos recebiam apostilas com os conteúdos de estudo e tinham acesso a tutoria presencial nos polos.
Com o avanço da internet no país, gradativamente ao longo da primeira década de 2000, os alunos passaram a utilizar também um Ambiente Virtual de Aprendizagem em Laboratórios de Informática nos polos, ou em acesso direto doméstico ou corporativo.
Na década de 2010 este modelo entra em declínio, e o uso do satélite cede espaço para aulas pré-gravadas assistidas pelos alunos em streaming de vídeo, ou mesmo ao vivo pela internet quando as condições tecnológicas passaram a permitir o uso massivo deste recurso.
Em uso desde 1996, e com expansão no início dos anos 2000.
Exemplo de referência: o modelo surge no país através da Universidade Federal de Santa Catarina, em 1996, no Laboratório de Ensino a Distância, em cursos do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção.
A expansão em maior escala acontece na primeira metade da década de 2000, sob liderança INICIAL da UNISUL – Universidade do Sul de Santa Catarina, que cria no campus Unisul Virtual a primeira operação intensiva de cursos de graduação e de pós-graduação a distância com as características de Universidade Virtual no Brasil.
Cursos para aprendizagem autônoma, por Heutagogia, ou cursos criados para Ensino e Aprendizagem com suporte tutorial. Identificada e em uso desde 2025.
Exemplo de referência: Em Florianópolis, o professor Rodrigo Sabatini, fundador e líder da ONG Instituto Lixo Zero, com atuação no Brasil e no exterior, criou, em 2025, pela IA o curso Estratégia, Inovação e Difusão Lixo Zero.
O curso foi criado utilizando modelagem com suporte de IA, entendidos os recursos desta tecnologia como um ambiente pedagógico vivo, capaz de articular estratégia, inovação e difusão dos conceitos e práticas do Instituto Lixo Zero a partir de diálogos guiados, estudos de caso e provocações conceituais.
A IA atua como facilitadora de pensamento sistêmico, ajudando o aluno a conectar teoria, prática territorial e tomada de decisão estratégica, com percursos adaptativos conforme o nível de maturidade e os desafios reais apresentados.
Confira o curso com acesso livre por meio do link:
Deste modo, a apresentação das cinco Gerações da Educação a Distância no Brasiltorna evidente que essa modalidade evoluiu de forma contínua, acompanhando não apenas os avanços tecnológicos, mas também transformações profundas nas concepções pedagógicas e nos modos de produção do conhecimento.
Da educação por correspondência aos ambientes interativos da Universidade Virtual, e, mais recentemente, à automação cognitiva baseada em modelos de linguagem, a EAD consolidou-se como um campo dinâmico, capaz de se reinventar diante de novas demandas educacionais, sociais e institucionais.
A emergência da Quinta Geração, impulsionada pelo uso massivo da Inteligência Artificial, representa um marco significativo ao ampliar as possibilidades de personalização, escala e apoio ao processo de ensino e aprendizagem.
Nesse contexto, a Inteligência Artificial passa a ocupar um papel estratégico na concepção e no desenvolvimento de cursos, oferecendo recursos para o planejamento pedagógico, a produção de conteúdos, a definição de atividades, a avaliação da aprendizagem e o acompanhamento dos estudantes.
Assim, o próximo tópico deste texto dedica-se a apresentar alguns exemplos de como criar cursos com o uso de IA demonstrando o potencial dessas tecnologias para qualificar a Educação a Distância, sem perder de vista a intencionalidade pedagógica, o papel do docente e os desafios éticos envolvidos nesse novo cenário educacional.
Criar cursos com apoio de IA não é terceirizar o projeto pedagógico. É acelerar rascunhos, simular alternativas e produzir versões iniciais que depois passam por validação humana, acadêmica e institucional. Quando bem conduzido, o processo ajuda a padronizar qualidade, reduzir tempo de produção e ampliar a personalização. Quando mal conduzido, pode gerar conteúdos superficiais, bibliografias inadequadas e avaliações frágeis.
Assim, a boa prática é começar por uma especificação clara: público, pré-requisitos, objetivos de aprendizagem, carga horária, modalidade, critérios de avaliação e referências mínimas. Em seguida, solicitar à IA uma proposta de ementa e estrutura, revisá-la criticamente e só então pedir planos de aula, atividades e instrumentos avaliativos.
Considerando todas as questões éticas envolvidas no uso de IA para elaboração de cursos, à guisa de exemplificação, apresentam-se, a seguir, alguns modelos de prompts.
Você é um designer instrucional especializado em [tema do curso]. Crie um curso de [carga horária] para o público [perfil dos aprendizes], no formato [modalidade, ex.: 100% EAD, autoinstrucional, híbrido etc.]. Entregue:
• Objetivos de aprendizagem SMART;
• Competências desenvolvidas;
• Ementa detalhada;
• Estrutura modular com estimativa de tempo por módulo;
• Atividades práticas;
• Métodos e instrumentos de avaliação com critérios de aprovação;
• Recursos didáticos (textuais, audiovisuais, interativos);
• Bibliografia básica e complementar.
Use linguagem acadêmica, evite generalizações e assegure a coerência entre objetivos, conteúdos, atividades e avaliação.
Com base no módulo “[nome do módulo]”, elabore um plano de aula para o curso [nome do curso], considerando o perfil do estudante: [nível, profissão, contexto]. O curso é oferecido na modalidade [ex: EAD síncrono, assíncrono, híbrido].
Inclua:
• Objetivos específicos (alinhados ao módulo);
• Síntese conceitual do conteúdo;
• Exemplo contextualizado à realidade brasileira;
• Atividade prática guiada;
• Atividade individual com critérios de avaliação;
• Rubrica simples;
• Leitura complementar.
O plano deve promover aprendizagem ativa (ex.: estudo de caso, simulação, análise de cenário) e contemplar acessibilidade e inclusão.
Crie 10 questões de múltipla escolha sobre [tema ou conteúdo] com:
• Apenas uma alternativa correta;
• Justificativa da resposta correta;
• Indicação do objetivo de aprendizagem avaliado;
• Nível de complexidade: [básico, intermediário, avançado].
Pelo menos 3 questões devem trazer situações reais contextualizadas, evitando ambiguidade e promovendo avaliação autêntica.
Crie um diagnóstico inicial com 12 questões para mapear os conhecimentos prévios sobre [tema]. Com base nos resultados, proponha 3 trilhas de aprendizagem:
• Iniciante;
• Intermediária;
• Avançada.
Para cada trilha, indique:
• Objetivos da etapa;
• Atividades recomendadas (ex.: leitura, vídeo, simulação, quiz);
• Pontos de verificação com feedback automático;
• Critérios de progressão.
Garanta alinhamento com os princípios de personalização e acessibilidade.
Aja como tutor(a) acadêmico(a) em curso EAD. O estudante respondeu:
“[colar a resposta do estudante]”. Ofereça feedback formativo estruturado em três partes:
1. Pontos positivos;
2. O que pode ser melhorado;
3. Sugestão prática de reescrita ou aprofundamento.
Mantenha tom respeitoso, linguagem clara e foco no desenvolvimento da competência.
Esta sequência de cinco Prompts apresenta os modelos de requisições ou comandos que ilustram de que forma a IA pode ser utilizada de maneira responsável, intencional e pedagogicamente alinhada, respeitando critérios éticos, de qualidade acadêmica, acessibilidade e coerência didático-pedagógica.
Esses exemplos não devem ser compreendidos como prescrições fechadas, mas como referências que articulam os elementos destacados no quadro com situações reais de desenho instrucional, docência e avaliação em cursos mediados por tecnologias.
Ao situar esses exemplos como expressões práticas de transformações pedagógicas mediadas por tecnologias emergentes, cria-se o elo necessário para compreender a Inteligência Artificial não apenas como ferramenta didática, mas como elemento constitutivo de uma nova etapa no processo histórico de evolução da Educação a Distância.
Portanto, com base nas discussões propostas neste texto e com as convergências para classificar a realidade brasileira a partir dos modelos anteriores de Moore & Kearsley e de Anderson & Don, propõe-se a classificação na linha do tempo da EAD brasileira em Cinco Gerações.
Entendendo que a Educação a Distância não pode ser compreendida como um modelo estático, mas como um campo em constante transformação, diretamente influenciado pelos avanços tecnológicos e pelas abordagens didático-pedagógicas que se apropriam desses recursos foi possível classificar cinco gerações da EAD no Brasil.
Cada sucessão geracional carrega em si mais que a transição tecnológica incorporada, e registra mudanças significativas nas formas de ensinar, aprender e interagir. Nesse sentido, a análise histórica permite compreender como a EAD evoluiu de modelos centrados na transmissão de conteúdos para propostas que podem ser mais interativas ou colaborativas, e orientadas à aprendizagem ativa ou para o conceito de autoaprendizagem, a depender das opções e diretrizes da instituição ofertante.
No contexto brasileiro, a identificação de modelos consolidados da 1ª à 4ª Geração da EAD, bem como a sinalização do surgimento de uma 5ª Geração reforçam o caráter dinâmico dessa modalidade.
Se a emergência da Universidade Virtual como a 4ª Geração da EAD trouxe a flexibilidade do meio digital, personalização da aprendizagem, o baixo custo de operações pelas instituições e consequente menor mensalidade para os estudantes ou orçamentos mais leves para instituições públicas, o advento do uso da Inteligência Artificial marca uma inflexão relevante, pois mantém as características e conquistas da 4ª Geração e introduz o uso massivo de modelos de linguagem e da automação cognitiva aplicados à EAD. Isto amplia possibilidades de personalização, produção de conteúdos e apoio pedagógico.
Ao apresentar exemplos de prompts para a geração de cursos por meio da Inteligência Artificial, o texto aponta não apenas para inovações tecnológicas, mas também para novos desafios éticos, formativos e institucionais, que exigem reflexão crítica e uso pedagógico intencional dessas ferramentas no cenário educacional contemporâneo.
*Artigo acadêmico inédito, produzido para o portal Desafios da Educação, assinado por João Vianney, Jucimara Roesler, Patrícia Lupion Torres e Jeferson Pandolfo.
Por Vários autores
Gostou deste conteúdo? Compartilhe com seus amigos!
MAPA DO SITE