As profissões mais ameaçadas por IAs no Brasil

Redação • 28 de maio de 2019

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    O mercado de trabalho brasileiro está diante de uma transformação sem precedentes. Com a rápida evolução da Inteligência Artificial (IA), muitos trabalhadores se perguntam se suas funções serão automatizadas ou se a tecnologia será uma aliada.

    De acordo com um estudo da Randstad Research, divisão de pesquisas da Randstad, estima-se que 9,5% dos postos de trabalho atuais no Brasil (cerca de 9,7 milhões) possam ser automatizados na próxima década.

    No entanto, o impacto é extremamente desigual entre os setores. Entenda abaixo quais áreas estão mais vulneráveis e quais devem permanecer seguras.

    As profissões mais ameaçadas

    A IA generativa acelera a automação de tarefas para reduzir custos. Por isso, empregos com 50% ou mais de suas tarefas expostas correm um risco real de substituição. Funções que envolvem o uso intensivo da linguagem também são as mais afetadas, já que cerca de 62% do tempo de trabalho global é dedicado a tarefas linguísticas.

    Setores com maior potencial de automação

    De acordo com as projeções para a economia brasileira, os setores que lideram o risco de substituição de processos por IA são:


    • Atividades Administrativas: É o setor mais ameaçado, com 20% de seus processos passíveis de automação. Em termos absolutos, as atividades administrativas podem sofrer uma perda líquida de 787,3 mil empregos.

    • Tecnologia da Informação e Telecomunicações: Ironicamente, os setores que criam a tecnologia também são altamente impactados, com 19% e 18% de potencial de automação, respectivamente.

    • Atividades Financeiras e Seguros: Ambos apresentam um risco de 16% de automação de seus processos atuais.

    • Comércio e Reparação de Veículos: Em números absolutos, este setor lidera as perdas esperadas, com o risco de automação de mais de 2,5 milhões de postos

    Setores "blindados": onde a IA tem pouco ou nenhum impacto

    A boa notícia é que, para a grande maioria dos trabalhadores brasileiros — cerca de 75,2 milhões de pessoas —, não são esperados efeitos significativos da IA na próxima década. A tecnologia tem dificuldade em substituir funções que exigem percepção sensorial complexa, trabalho físico em ambientes não estruturados ou interações humanas profundas.

    As áreas mais seguras contra a IA

    Os dados mostram que os setores menos afetados são aqueles baseados em atividades manuais e contextuais:


    • Agricultura e Setor Primário: é a área mais resiliente, com 92% dos empregos projetados para ter pouco ou nenhum efeito da IA.

    • Indústrias Extrativas e Manufatura: cerca de 88% dessas funções devem permanecer inalteradas pela tecnologia.

    • Construção Civil: com 86% de impacto residual, a necessidade de trabalho físico e adaptação ao canteiro de obras protege esses profissionais.

    • Serviços Domésticos e Gestão de Resíduos: ambos apresentam 81% de resiliência, devido à natureza manual e humana das tarefas.

    O Outro Lado: Produtividade e Novos Empregos

    É importante destacar que a IA não serve apenas para substituir pessoas. Ela também atua como um motor de crescimento.

    Cerca de 16,9% dos postos atuais (17,3 milhões) devem se beneficiar da IA para aumentar sua produtividade. Setores como TI (40%), Imprensa e Vídeo (38%) e Atividades Financeiras (36%) verão seus profissionais se tornarem muito mais eficientes com o apoio da tecnologia.

    O estudo aponta que a expansão da IA deve criar 7,1 milhões de novos postos de trabalho que não existem hoje. Mas, o saldo líquido final para o Brasil na próxima década ainda é de uma perda potencial de 2,6 milhões de empregos, o que reforça a necessidade urgente de requalificação.

    Apesar do medo da substituição, 53% dos profissionais brasileiros reconhecem que precisam desenvolver competências em IA para melhorar sua empregabilidade. O maior risco hoje não parece ser a tecnologia em si, mas o déficit de treinamento: 77% dos trabalhadores empregados afirmam que suas empresas ainda não oferecem formação na área.

    Por Redação

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