Conheça os novos perfis profissionais na era da transformação digital

Redação • 27 de maio de 2019

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    A gigante de tecnologia Nokia valia U$ 140 bilhões, em 2007, quando comprou a Navteq por U$ 8,1 bilhões. No mesmo ano, o aplicativo de trânsito Waze foi lançado em Israel. O Google adquiriu o Waze por U$ 1,1 bilhão em 2013. Já a Nokia acabou negociada para a Microsoft em 2014 por U$ 7,2 bilhões – 20 vezes menos do que a avaliação de 2007.

    Essas transações demonstram o quanto o mercado tem se tornado dinâmico nos últimos anos. Para se ter uma ideia, cerca de 75% das 500 maiores companhias do mundo listadas pelo índice Standard & Poor’s não existiam há 10 anos.

    Boa parte dessa mudança é proporcionada pelo aparecimento de novas tecnologias. E isso impacta decisivamente o perfil do capital humano buscado pelas empresas. Em 2020, por exemplo, os empregos para profissionais de tecnologia devem crescer cerca de 500% na comparação com 2016.

    É um salto exponencial, superior a 100% ao ano. A previsão é do Ministério da Educação (MEC) e da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).

    Obstáculos do mercado

    O problema é que muitas dessas vagas podem acabar não sendo preenchidas por falta de pessoas qualificadas. Aqui, a capacitação não se refere apenas ao conhecimento técnico necessário.

    “Todo mundo foca em formar hard skills, mas a maior causa de demissão é a carência de soft skills”, disse Guilherme Junqueira, fundador da Gama Academy, escola de capacitação para o mercado digital, em apresentação no Fórum de Lideranças: Desafios da Educação.

    Isso demonstra um gargalo das graduações, que não conseguem preparar de maneira completa profissionais para atuar em empresas que nascem digitais. De acordo com a Harvard Business Review, 89% do turnover acontece por equívocos de contratação. E o custo de substituição de um funcionário é de 6 a 9 meses de salário.

    A falta de uma educação voltada para o mercado do futuro pode fazer com que o país perca até U$ 781 bilhões nos próximos 10 anos, segundo dados da consultoria Accenture. Uma das saídas para contornar o problema seria apostar em modelos mais dinâmicos de graduação.

    “Muitas pessoas que fazem os cursos na Gama dizem que o conteúdo aprendido em cinco semanas valeu mais do que os anos de graduação. Será que precisamos de quatro anos para formar alguém?”, questionou Junqueira.

    Em geral, a Gama Academy é procurada por profissionais com perfil empreendedor, inovação criativa e postura resiliente. São os chamados fast learners, que vão fomentar o ecossistema com ideias disruptivas. Eles são candidatos a se tornar um dos “Hs” que o mercado digital tanto busca.

    Os quatro H’s

    Durante sua palestra, Junqueira apresentou os perfis técnicos mais procurados para ocupar as vagas oferecidas pelas empresas da economia digital. Os perfis foram divididos em quatro tipos — batizados de “H’s”.

    Em primeiro lugar, com 46,3%, estão os hackers. Como desenvolvedores, são eles que vão botar em prática tudo que é planejado. Isso inclui aplicativos, sites, plataformas e outros produtos virtuais. O segundo “H” são os hustlers (24,5%). Eles atuam no setor de vendas, desenvolvimento de novos negócios e customer success.

    Os hipers (11,1%) aparecem em terceiro lugar. São os profissionais responsáveis pelo marketing digital, publicidade e growth hacking. Além de pesquisas, testes, métricas e planinhas, esses talentos entendem tudo de jornada do consumidor e mentalidade de crescimento.

    Já os hipsters (8,7%) fecham o grupo. Ligados à área de design, são eles que criam o apelo visual dos produtos digitais. Focados na usabilidade de produtos e experiência de uso, os hispters estimulam os usuários a completar as ações e a utilizar o serviço da empresa.

    Por Redação

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