

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit
Dados da UNESCO mostram que, em 2022, 87.337 brasileiros estudavam fora do país. Esse número representa um crescimento expressivo: desde 2017, a quantidade de estudantes brasileiros no ensino superior internacional aumentou cerca de 50% — eram aproximadamente 58 mil em 2017.
E a tendência segue em alta. Segundo estimativas da ICEF, no período de 2023/2024, o total de brasileiros em mobilidade internacional chegou a pelo menos 110 mil estudantes, considerando também aqueles que foram ao exterior para estudar inglês.
Os números confirmam o que já se percebe na prática: estudar fora deixou de ser exceção e vem se consolidando como um projeto cada vez mais comum entre os brasileiros.
Esse crescimento, entretanto, não foi alavancado pelas IES privadas. A maior parte dos calouros, tanto os brasileiros que saem do país quanto os estrangeiros que chegam por aqui, têm vínculo com as universidades estatais.
Segundo
Aldo Bona, quando reitor da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e presidente da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem),
a internacionalização pode ser um meio para as IES auferirem maior qualidade de ensino. Os motivos seriam a projeção internacional e o enraizamento de valores importantes, como a colaboração.
A saída para melhorar o quadro é a elaboração de programas e políticas que possibilitem uma
maior inserção das IES em redes globais e sistemas educacionais integrados.
“Muitos países estão questionando o modelo de mobilidade estudantil em larga escala e passando a pensar como outras formas de colaboração internacional, com melhor custo-benefício, podem ser implementadas”, diz
Diana Daste, gerente sênior de Projetos de Educação Superior e Fundo Newton do
British Council, uma organização internacional do Reino Unido voltada para relações culturais e oportunidades educacionais.
No Brasil, a mobilidade ativa
foi o primeiro item a compor as estratégias de internacionalização das IES. E o seu escopo vai muito além do envio de estudantes e acadêmicos para universidades de outros países.
Criar um diálogo competitivo entre universidades, estabelecer redes de conhecimento, produzir talentos e gerar pesquisas direcionadas ao desenvolvimento regional e nacional estão entre os propósitos estratégicos.
Fatores como esses fortalecem projetos e ampliam a divulgação das IES, levando a um maior número de citações e
colocando as entidades em posições de relevância.
Em países como os Estados Unidos e o Reino Unido,
a prática já é rotina. Isso porque as IES de lá dependem financeiramente das mensalidades pagas pelos alunos. Então,
quanto mais relevante a instituição for em termos globais,
mais estudantes nacionais e estrangeiros irão procurá-la
para cursos regulares ou outros programas.
Por aqui, a
Capes e o
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) são os responsáveis por incentivar os processos de internacionalização, principalmente em programas de pós-graduação.
Agora, o Capes como critério avaliativo o
número de internacionalização das IES.
Assim, muitas delas ampliaram seus investimentos para o intercâmbio de professores, estudantes e pesquisadores.
E ainda que esses processos estejam mais adiantados nas instituições públicas,
o desejo por colaboração global e intercâmbio acadêmico tem feito algumas IES privadas acelerarem a girada de chave.
Um exemplo disso é o programa American Academy, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), que oferece diplomação tanto no Brasil quantos nos Estados Unidos.
O projeto é uma parceria com a Universidade de Kent, em Ohio, e segue o modelo norte-americano de
liberal arts. Ou seja, o estudante se candidata a uma vaga na universidade — e não em um curso específico. Se aprovado, ele poderá experimentar conteúdos de diversas áreas até definir qual será a sua graduação.
Na PUC-PR, o aluno tem acesso a aulas ministradas por professores da
Kent State até a metade do curso. É quando ele escolhe se deseja concluir a graduação aqui ou nos EUA. Dependendo da opção, o discente poderá receber o diploma das duas instituições.
“Em geral, as empresas veem as pessoas que têm diploma internacional de forma diferente. Entendem que esse aluno possui uma visão de mundo e uma competência de interculturalidade e entendimento de problemas de forma mais ampla”, diz
Paulo Mussi, coordenador do American Academy.
Segundo ele,
o diploma internacional abre um leque de possibilidades que não é possível quando o aluno fica restrito apenas a uma visão nacional. O contato com professores e estudantes estrangeiros também pode abrir portas, pois cria uma
rede de networking internacional que propicia oportunidades além das encontradas aqui.
O crescimento das empresas transnacionais tem
aumentado a procura por profissionais qualificados para atuar em projetos de âmbito global.
Dominar o idioma inglês e ter uma formação multicultural podem ser elementos-chave nos processos seletivos para essas vagas.
O Google, empresa dos sonhos de muitos jovens profissionais brasileiros, é famoso por suas seleções que exigem a resolução de situações práticas, avaliadas por uma equipe de recrutadores. Lá, as
ideias inovadoras e a experiências de vida têm um maior peso
entre os critérios de escolha.
Outra empresa com perfil semelhante é a EBANX, fintech voltada para pagamentos digitais, com foco no mercado global. Ela exige domínio de pelo menos dois idiomas para todas as posições – e o português entra na lista.
Por Redação
Gostou deste conteúdo? Compartilhe com seus amigos!
MAPA DO SITE