Universidades, escolas, creches: o impacto dos cortes na educação

Redação • 9 de maio de 2019

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    Em agosto do ano passado, o portal Desafios da Educação publicou a seguinte reportagem: Capes pode cortar todas as bolsas de pós-graduação no país a partir de 2019. Nove meses depois, a informação se concretizou.

    Na tarde de ontem (9 de maio), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior decidiu suspender a concessão de bolsas de mestrado e doutorado. A decisão impede que novos candidatos, inclusive os que foram aprovados no primeiro semestre, recebam as verbas – mesmo já liberadas e previstas para 2019.

    Não há informações sobre a quantidade de bolsas nem sobre o valor cortado. Os programas atingidos são:

    • DS (Demanda Social);
    • Proex (Programa de Excelência Acadêmica);
    • Prosuc (Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Ensino Superior);
    • Prosup (Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares);
    • e PND (Programa Nacional de Pós-Doutor).

    O corte pegou alunos e universidades de surpresa. E não atingiu só áreas de humanas, como a gestão do ministro Abraham Weintraub anunciou – tanto ele quanto o presidente Jair Bolsonaro disseram que cursos de Filosofia e Sociologia não eram prioridade de investimento público.

    O corte também atinge as áreas de ciências.

    Da universidade à creche

    O bloqueio orçamentário no Ministério da Educação (MEC) vai além da pós-graduação. O congelamento também afeta a educação básica, tida como prioridade do novo governo. O setor perderá verbas para aquisição de livros didáticos, construção de creches e transporte escolar, por exemplo.

    O custeio das universidades federais também entrou na lista. Aqui, é previsto um corte de 30%. O governo anunciou que bloqueio seria linear entre as instituições, mas um levantamento do jornal Folha de S. Paulo mostra que o impacto será desigual – para 37 das 68 federais, o congelamento supera esse percentual.

    Somadas todas as federais, o corte é de R$ 2 bilhões.

    De acordo com dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento do Governo (Siop), o MEC provisionou pelo menos R$ 5,7 bilhões em cortes.

    Segundo Bolsonaro, o bloqueio orçamentário na educação não é feito “por maldade”. Ele culpa as gestões anteriores pela dívida do país que, afirma, obrigou o governo a fazer cortes na pasta.

    A retomada dos investimentos, segundo Abraham Weintraub, está condicionada à aprovação da reforma da Previdência, em discussão na Câmara.

    Enquanto isso, a Alemanha anunciou 160 bilhões de euros para universidades e centros de pesquisa. “Estamos garantindo a prosperidade de nosso país”, disse a ministra da Educação, Anja Karliczek.

    Por Redação

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