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Em mercados competitivos, como o de educação superior privada, inovar é imperativo. Só que, historicamente, boa parte das faculdades recorre a terceiros em busca de soluções. As soluções, no entanto, podem estar diante dos próprios gestores.
O
tempo dispendido às tarefas do
ambiente virtual de aprendizagem (LMS), o número de reservas na biblioteca, a assiduidade nas aulas, as notas do histórico escolar:
toda e qualquer informação já captada e armazenada pela instituição de ensino superior (IES) pode orientar ações para
melhorar a aprendizagem dos alunos ou tornar a
gestão mais assertiva.
O processo de
extrair e analisar grandes quantidades de dados é conhecido como
big data. Muito comum no setor bancário, varejista e tecnológico, a análise de dados tem um enorme espaço a conquistar na educação.
Segundo
o relatório Toward Data Driven Education Systems, lançado pela Brookings Institution em 2018 — e que analisou os sistemas educacionais em 133 países, entre eles o Brasil —,
61 ambientes pesquisados não dispõem de um banco de dados ou possuem informações precárias. Quarenta e três coletam informações pouco abrangentes.
Através dos dados, por exemplo, é possível identificar os
gargalos que aumentam o abandono da faculdade. Se a aula de geometria analítica tem uma desistência 30% maior que a média, vale olhar com mais atenção para a disciplina. O big data também vem aperfeiçoando a
seleção de bolsas de estudo.
Alunos de IES orientadas por dados tem
mais chances de obter bom desempenho. É o caso dos estudantes da graduação de Serviço Social da
Uniasselvi – universidade de Santa Catarina pertencente à Kroton.
A instituição utiliza um sistema de ensino adaptativo baseado em dados. Ou seja, oferece aprendizagem de acordo com o nível de conhecimento do aluno. Em uma grande turma, à medida que os estudantes fazem uma prova online, o sistema aponta os pontos fortes e fracos de cada pessoa. Dessa análise derivam planos individualizados de estudo.
Discentes da Uniasselvi que usaram a tecnologia tiveram um
desempenho 12,5% superior aos demais no
Enade, a prova do governo que avalia o conhecimento de quem acaba a faculdade.
Softwares especializados em análise e organização de dados fervilham no mercado, especialmente com o crescimento das edtechs. Cabe à IES descobrir o sistema que melhor atende suas necessidades.
A
instituição localizada em Indiana, Estados Unidos, desenvolveu um sistema de análise que indica
os estudantes mais propícios a largar a faculdade. Em vigor desde 2007,
o programa cria um perfil de risco para cada aluno.
Os dados observados partem da preparação acadêmica: ao identificar que o desempenho do aluno começou a cair,
uma notificação é disparada tanto para o estudante quanto para os professores
— para buscarem desenvolver novas abordagens de aprendizado. A iniciativa aumentou em até 28% as notas dos estudantes em algumas disciplinas.
Big data também é
transformação social. Na
Universidade Estadual da Georgia, em Atlanta (EUA), o
objetivo foi fazer com que
estudantes integrantes de minorias atingissem bons resultados acadêmicos e conseguissem concluir seus cursos com sucesso.
Em apenas três anos, a IES
equiparou a
taxa de conclusão de curso de minorias com a dos demais alunos. Ou seja, negros, latinos, alunos de baixa-renda ou que são a primeira geração da família a ir ao nível superior agora se formam na mesma medida que os demais.
Engajamento é um fator fundamental para entender o
desempenho acadêmico e a evasão de alunos. Mas o desafio é transformar algo subjetivo em um indicador confiável. Foi nisso que a
universidade de Nottingham, na Inglaterra, trabalhou.
Depois de muita pesquisa, a IES chegou a quatro métricas: uso da biblioteca, entradas nas catracas dos prédios da instituição, acesso ao ambiente virtual de aprendizagem (LMS, sigla em inglês) e entregas de trabalhos.
Se esses indicadores estiverem baixos,
sinal de que o estudante precisa de ajuda.
Como na Purdue University, o tutor da Nottingham recebe um e-mail. É o alerta para conversar com o aluno e entender a falta de engajamento, além de obter informações que levem a uma abordagem educacional mais personalizada.
Um dos desafios de implementar o big data é
eleger os dados a serem analisados. Algumas IES miram em informações presenciais, como a quantidade de visitas ao laboratório e o envolvimento em atividades extracurriculares.
Já faculdades com disciplinas e cursos de educação a distância
têm uma infinidade de métricas para serem avaliadas. A EaD disponibiliza dados aluno a aluno, como hora e local de acesso, que recursos foram usados, quanto tempo ficou na plataforma e, claro, o desempenho nas tarefas.
Não existe uma fórmula mágica que indique quais são as melhores informações para levar em conta. Mas
cada instituição pode criar seu mix. “O principal é combinar acompanhamento acadêmico, financeiro e índice de satisfação”, indica
Daniel Infante, da
Educa Insights.
Por Tatiana Reckziegel
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