Por que o número de vagas em cursos de direito cresceram tanto

Redação • 22 de abril de 2019

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit

Acompanhe

    O Brasil está entre os países com mais advogados no mundo: são 1,2 milhão de profissionais do ramo. Ou seja, um advogado a cada 174 habitantes — densidade superior aos EUA, cuja proporção é um a cada 246 pessoas, e ao Reino Unido, com um a cada 354.

    Há muitas razões para essa realidade. Uma delas é a expansão acelerada de cursos de Direito. De 2018 a 10 de abril de 2019, 52 mil novas vagas em graduações em Direito foram criadas no país, chegando a um total de 313 mil. O aumento foi de 20% no período. Em 2026, são quase 2.000 universidades ofertando o curso.

    O que favorece a disparada

    O movimento é fruto das regras mais flexíveis para a abertura de novas vagas em cursos de Direito, instituídas em 2018 pelo então presidente Michel Temer. Uma das normas revistas foi a exigência do Conceito de Curso (CC) de ao menos 4 (em escala de 1 a 5) e parecer favorável da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), salvo em casos excepcionais de cursos com conceito 5. O parecer passou a ser opinativo para abertura de novas vagas.

    Assim, a demanda de abertura pelas faculdades, que havia sido represada, avançou. Só em 2018 foram criados 322 cursos de Direito, o que significou 44,7 mil vagas.

    Empregabilidade é desafio no Direito

    Ainda em 2019, a OAB, que é tradicionalmente contrária à proliferação de cursos de Direito, enviou um ofício ao MEC pedindo que a abertura de vagas fosse suspensa por cinco anos — à semelhança da portaria que suspendeu a publicação de novos editais para criação de cursos de Medicina, em 2018.

    A OAB sustenta que o Brasil não comporta mais cursos na área e que as novas vagas não atendem aos padrões de qualidade.

    Em 2024, a OAB se pronunciou afirmando que apenas 10% dos 1.900 cursos de direito do país são recomendados. A criação de novas vagas ficou suspensa pelo MEC até março de 2025.

    A OAB também acusa os chefes do MEC de usarem a aprovação dos novos cursos como moeda de troca política.

    Ao jornal Folha de S. Paulo, o presidente em exercício da OAB, Luiz Viana Queiroz, questionou a perspectiva profissional dos futuros formados. No último exame da ordem, que autoriza o exercício da advocacia, a aprovação não superou os 16%. “É um estelionato que se faz com os alunos e suas famílias”, afirmou.

    Por Redação

    Gostou deste conteúdo? Compartilhe com seus amigos!

     Categorias

    Ensino Superior

    Ensino Básico

    Gestão Educacional

    Inteligência Artificial

    Metodologias de Ensino

    Colunistas

    Olhar do Especialista

    Eventos

    Conteúdo Relacionado