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A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), obrigatória para todas as escolas desde 2020, elenca a cultura digital como uma das 10 competências gerais a serem desenvolvidas pelos alunos. O objetivo é compreender, utilizar e criar tecnologias da informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais, incluindo as escolares.
É responsabilidade das instituições de ensino assegurar a infraestrutura necessária para esse cenário. Qualificar-se para instruir os alunos a tirarem máximo proveito dos recursos tecnológicos se tornou responsabilidade dos professores – que não foram formados para dar aulas nesse modelo.
O desafio não é pequeno, segundo Lilian Bacich, especialista em educação digital. Ela afirma que, além dos aspectos da formação docente, a mentalidade desatualizada dos gestores, os problemas de infraestrutura e a falta de investimento em equipamentos são grandes obstáculos para o desenvolvimento de competências digitais.
Uma análise de dados do
Censo Escolar 2024 mostrou cerca de
10% das escolas públicas não possuem qualquer acesso à internet nem para fins administrativos, impactando cerca de 1 milhão de crianças e adolescentes.
Outro levantamento, realizado pelo Google em parceria com a consultoria McKinsey, indica que, numa escala de 0 a 5, a maturidade digital dos brasileiros é nota 3 – e que a maior familiaridade é com habilidades básicas, como acessar internet, usar aplicativos de mensagens e buscadores.
Embora a sociedade esteja acostumada com estímulos de aplicativos de smartphone e plataformas de streaming,
não significa que a maioria dos professores esteja plenamente habilitada ou familiarizada com essas ferramentas.
Por isso, Bacich sugere aos professores que
pesquisem sobre as novas tecnologias disponíveis e que tentem adaptá-las à rotina em sala de aula. Tudo a seu tempo.
“Os professores, assim como os estudantes, não são iguais e aprendem de forma e em ritmo diferente“, diz a autora do livro
Ensino Híbrido – Personalização e Tecnologia na Educação.
Após exercitar essa “competência digital”,
o próximo passo é desenvolver a prática docente. Aqui há muitos recursos disponíveis, como exibição de vídeos, ferramentas de realidade virtual ou aumentada – ou a união delas, chamada de realidade mista –, conversas com chatbots e até ferramentas sofisticadas que ensinam os alunos conforme o nível de conhecimento.
Chamado de
ensino adaptativo, a metodologia usa programas e softwares com técnicas de programação. À medida que realizam provas e outras tarefas online,
os alunos têm seus pontos fortes e fracos mapeados. É dessa análise que surgem planos individualizados de estudo.
“Com o uso de recursos digitais,
o protagonismo dos alunos se transforma na mais potente ferramenta de aprendizagem”, afirma Bacich.
O papel do professor é incorporar o espírito desse novo modelo educacional. Saber explorar o potencial da tecnologia é um grande benefício – tanto para o educador quanto para os alunos.
*Com reportagem de Brunna Redaelli.
Por Redação
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