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Hoje, alunos matriculados em cursos de graduação EaD somam mais da metade de todos os inscritos na graduação no país. Os dados são do Censo da Educação Superior de 2024.
São mais de 5 milhões de alunos na educação a distância. Só
entre 2023 e 2024, o aumento foi de 5,6%, enquanto no ensino presencial, a alta foi de apenas 0,5%, segundo o mesmo levantamento.
Os analistas estimam que esses números vão aumentar. Essa tendência exige
responsabilidade dos profissionais e preparo das instituições. É aqui que nasce o núcleo de EAD.
Derivam dos núcleos de EAD decisões que vão desde a estratégia — como abertura de novos cursos ou definição de planos para expansão — até questões operacionais, como contratação de professores, preparação do material didático e suporte aos estudantes.
O setor concentra todas as atividades que envolvem a operação da educação a distância — centrais de atendimento, suporte tecnológico, departamento financeiro. É o centro nervoso da EaD em uma instituição de ensino superior (IES).
O contato direto com coordenadores, tutores, professores e estudantes permite aos núcleos de EAD proporcionar um feedback direto entre todos os atores envolvidos.
“É possível implementar melhorias pontuais e tratar questões mais imediatas, melhorando o rendimento dos estudantes”, explica Daniel Barbosa, coordenador do Núcleo de Educação a Distância do Centro Universitário e Faculdade Projeção (UniProjeção).
Com sede física em Taguatinga–DF, a UniProjeção tem o núcleo de EaD desde 2010. À época, o objetivo era implementar disciplinas a distância na grade de cursos presenciais, conforme a portaria dos 20%. Com o crescimento da modalidade, o núcleo agregou mais funcionários e abraçou outras responsabilidades.
Atualmente a UniProjeção tem polos em vários estados brasileiros, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Maranhão. O Moodle é o ambiente virtual de aprendizagem (LMS) utilizado pela instituição para fazer a interação entre alunos, professores e tutores.
Outra instituição com um núcleo de EaD é a Universidade Estadual Paulista (Unesp). Nela, o setor foi criado em 2009. Sobre o futuro da modalidade, o coordenador do Núcleo de Educação a Distância (NEaD-Unesp), Klaus Schlünzen Junior, afirma: “Esse é o caminho. E a importância da educação a distância é possibilitar novas práticas, que estejam mais em sintonia com as demandas da sociedade atual.”
A primeira medida é incluir o ensino a distância nos documentos institucionais de planejamento plurianual e anual, como o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e o Projeto Pedagógico Institucional (PPI). Essa etapa permite uma visão clara de onde a instituição deseja chegar.
A partir dessa perspectiva, é possível traçar um planejamento mais detalhado, com metas e métricas relacionadas à implementação da EaD na IES.
Outro fator importante é definir um modelo de negócios para a oferta da EaD. “Esse plano é diferente do presencial, pois envolve um público diverso. Por isso é importante ter uma comunicação diferenciada e regras de negócio específicas”, diz Barbosa, da UniProjeção.
Além de ter essas estratégias alinhadas, a instituição precisa de um bom gestor — um profissional comprometido e atento às particularidades da modalidade a distância.
E não só isso: “Um gestor precisa ser conhecedor do panorama da educação, das constantes inovações, das discussões metodológicas e das inúmeras possibilidades que envolvem a modalidade”, afirma Barbosa.
Por Laura Lima
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