Ensino Superior

O movimento que estimula a contratação de universitários na crise

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Para atenuar efeitos da crise econômica no Brasil, diversas instituições de ensino superior criaram o Movimento Contrate Universitários

Para atenuar efeitos da crise econômica no Brasil, diversas instituições de ensino superior criaram o Movimento Contrate Universitários. Créditos: Divulgação.

A escalada da pandemia levou o Brasil a superar a marca de 14 milhões de desempregados em 2020. Além de afetar as contratações de carteira assinada, a crise também atingiu os trabalhos informais e o segmento de estágios. No segundo trimestre (abril, maio e junho) de 2020, auge da crise, o recuo foi de 79% nas contratações de estagiários em relação aos dados de 2019 – a mais significativa queda registrada nos últimos 22 anos, segundo a empresa de recrutamento Nube.

Para atenuar os efeitos da crise entre os jovens, o setor privado de ensino superior se uniu para criar o Movimento Contrate Universitários. Apoiada por instituições como Unisuam, Uniopet, Unis e Uniasselvi, a ação visa fomentar a empregabilidade e oferecer experiência profissional aos alunos a partir de parcerias com o setor produtivo.

“O principal indicador desse movimento é antecipar a entrada do aluno no mercado de trabalho”, diz Arapuan Motta Netto, reitor da Unisuam e criador do Movimento Contrate Universitários. “Ou seja, queremos aproximar universidades e empresas, colocando os estudantes nas vagas que eles desejam o quanto antes.”

Leia mais: Porque a empregabilidade dos jovens é a mais prejudicada na pandemia

Arapuan Motta Netto.

A adesão é gratuita – tanto para faculdades quanto para empresas –através do site do movimento. A meta, até março, é impactar 10 mil empresas e 800 mil estudantes – que, por sua vez, precisam se cadastrar (também gratuitamente) na plataforma Workalve.

No fim de janeiro, 154 mil estudantes tinham cadastro na plataforma.

É o caso de Gabriela Belo, 22 anos. Aluna de Administração na Unisuam, no Rio de Janeiro, Belo recentemente conquistou um estágio no ramo. Tudo graças ao cadastro na plataforma, que conheceu através do Movimento Contrate Universitários. “Não queria aprender só o que é dado sala de aula, também queria experiências práticas”, lembra.

O estudante de Marketing e Administração Rafael Diniz, de 21 anos, também foi um dos estudantes que conseguiu um trabalho através do Movimento Contrate Universitários.

“Eu acho que o movimento está gerando uma transformação frente ao atual cenário da economia. Fico muito feliz de participar de uma iniciativa como essa. Gera perspectiva”, afirma Diniz, que agora é gerente de marketing da faculdade Fecaf, em São Paulo.

Leia mais: Parceria entre faculdades e empresas aumenta conexão do aluno com mercado de trabalho

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