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Tesouro Educa+: o investimento que promete democratizar o acesso à graduação

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Lembra quando os pais guardavam dinheiro em um cofrinho para conseguir pagar a faculdade dos filhos?  Pois é, agora existe um título público específico para isso. É o Tesouro Educa+, um tipo de investimento negociado na bolsa de valores para financiar a graduação.

Lançado no início de agosto pelo Tesouro Nacional, em parceria com a B3, o produto consiste em um investimento mensal para bancar os estudos em uma instituição de ensino superior (IES) ou outros objetivos educacionais que o estudante possa ter no futuro. Uma das principais vantagens é a possibilidade de ganhos acima da inflação para os recursos poupados.

Ao contrário do título focado na aposentadoria, o Tesouro Educa+ cria um fluxo financeiro mais aderente aos objetivos educacionais. Com ele, os pais podem investir na acumulação de títulos durante qualquer período. Depois, quando o filho alcança a idade para ingressar no ensino superior, passa a receber o investimento mensalmente por cinco anos — que é o prazo médio dos cursos de graduação.

Em longo prazo, o Tesouro Educa+ tende a ajudar na democratização do ensino superior. Com mais organização, as famílias podem planejar a entrada de seus filhos na graduação de forma mais fácil e sem a necessidade de financiamentos ou pagamentos de juros.

Como funciona o Tesouro Educa+?

Por meio do Tesouro Educa+, é possível aplicar o dinheiro e ter o benefício desde o momento do nascimento do filho ou em momentos futuros, como ao longo do ensino fundamental.

Com aproximadamente R$ 30,00, já dá para começar investir. Porém, antes é necessário responder a três perguntas no site do Tesouro Direto. Primeiro, é preciso dizer quantos anos tem o filho que irá usufruir do benefício. Depois, a idade aproximada que ele terá ao iniciar o ensino superior. E, por último, qual o valor da renda que quer receber mensalmente para pagar a mensalidade da graduação.

Vale ressaltar que se o investidor já tiver recursos disponíveis e quiser começar a investir com um aporte inicial maior, também pode. Isso, inclusive, facilita o alcance da meta de renda mensal para educação.

Ao todo, são 16 títulos diferentes do Tesouro Educa+ disponíveis. A principal diferença entre eles é a data em que começa o pagamento das rendas mensais. O simulador ajuda a indicar qual deles será o ideal para o planejamento do investidor, além de mostrar o valor mensal para alcançar a meta e quantos títulos serão necessários para ter a renda escolhida.  Os aportes mensais não são obrigatórios, ou seja, é possível investir quanto e quando desejar.

Na prática

A regra de rentabilidade do Tesouro Educa+ é a mesma do Tesouro IPCA+ e do Tesouro RendA+ — dois dos títulos mais vendidos do Tesouro Direto. A principal diferença está no fluxo de renda.

No Tesouro IPCA+, você investe hoje e recebe de volta o valor aplicado e os rendimentos em uma única parcela, na data do vencimento — ou a cada seis meses, no caso da opção de juros semestrais.  Já no Tesouro Educa+ há um fluxo específico que facilita o planejamento dos investimentos que irão financiar os estudos no futuro.

Na prática, funciona assim: primeiro se passa por um período de investimento. Enquanto isso, a taxa de juros gera rendimentos que irão se acumular. Depois, na data escolhida — preferencialmente no início da graduação — começam os recebimentos mensais, que ajudarão o investidor a quitar o curso.


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Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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