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Nos dias 16 e 17 de setembro, a Plataforma A esteve presente no 28º FNESP, um dos principais eventos sobre os caminhos e desafios do Ensino Superior no Brasil.
Como patrocinadora, acompanhamos debates sobre regulação, avaliação, inteligência artificial, EAD, experiência e permanência estudantil. As discussões mostraram como esses temas estão cada vez mais conectados e fazem parte dos desafios que as IES enfrentam para acompanhar as transformações do setor.
A seguir, reunimos alguns dos principais aprendizados que o evento trouxe sobre cada um desses temas.
As discussões do evento apontaram para um movimento de transformação na forma como as IES serão avaliadas. A avaliação tende a deixar de ser compreendida apenas como um momento pontual, associado à atribuição de uma nota ou conceito, para se aproximar de um processo contínuo de diagnóstico, acompanhamento e melhoria.
Esse movimento também aparece nas mudanças nos instrumentos de avaliação do INEP. Entre os pontos apresentados, está uma nova lógica de análise baseada em evidências, além de mudanças no processo de avaliação in loco e na forma como as instituições deverão organizar e disponibilizar suas informações.
Na prática, isso amplia a importância de as IES acompanharem sua própria evolução ao longo do tempo, identificando pontos de atenção e transformando os resultados das avaliações em ações concretas.
A Plataforma A abordou, em sua palestra institucional, um tema cada vez mais relevante para as IES: “O uso da IA para qualificar a experiência do estudante”.
A conversa foi conduzida pelo Luiz Trivelato, CEO da +A Educação, com a participação especial de José Messias Jr., CEO da EMY Education, que compartilhou resultados de pilotos realizados em IES parceiras, e mediação de Maurício Garcia, fundador da Solvertank. Trivelato também apresentou dados da pesquisa da Plataforma A sobre o uso da IA por gestores, docentes e estudantes, além de exemplos de iniciativas relacionadas à aplicação da tecnologia no setor.

Os números apresentados mostram que a adoção da IA já faz parte da realidade das IES: 96% dos gestores, 93% dos professores e 73% dos alunos participantes da pesquisa afirmaram utilizar a tecnologia. Ao mesmo tempo, existe um desafio relacionado à forma como essa adoção acontece. Apenas 15% das IES possuem uma política clara para o uso da IA, enquanto 44,6% dos alunos afirmam não saber se existe alguma orientação sobre o tema.
Esse cenário mostra que a discussão já avançou para além de “usar ou não usar IA”. A questão que ganha força agora é como utilizar a inteligência artificial de forma estratégica, pedagógica e responsável.
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A evolução da tecnologia não elimina a importância da atuação humana na educação. Pelo contrário: quanto mais ferramentas de IA passam a fazer parte da rotina acadêmica, maior é a necessidade de definir onde a tecnologia contribui e onde a mediação pedagógica continua sendo essencial.
Essa perspectiva também apareceu nas discussões sobre as diferentes fases da adoção da IA. O desafio não está somente na tecnologia disponível, mas na mudança de mentalidade necessária para incorporá-la aos processos de ensino e aprendizagem.
Nesse cenário, a IA pode deixar de ser vista apenas como uma ferramenta para executar tarefas e passar a fazer parte de uma estratégia mais ampla de experiência e aprendizagem.
Uma das reflexões mais interessantes do evento foi a possibilidade de integrar a inteligência artificial à jornada do estudante. Em vez de utilizar a tecnologia de forma isolada, as IES podem pensar em aplicações conectadas aos conteúdos, ao plano de estudos e às necessidades de cada aluno.
Entre as possibilidades discutidas, estão:
Essa mudança de perspectiva é importante porque desloca a discussão da ferramenta para o problema educacional que a instituição deseja resolver. A pergunta deixa de ser “qual tecnologia podemos utilizar?” e passa a ser: “qual desafio de aprendizagem ou experiência queremos solucionar e como a IA pode contribuir para isso?”.
Durante o evento, foram apresentados estudos e experiências internacionais que analisaram diferentes dimensões da qualidade no EAD, considerando aspectos como missão institucional, pessoas, inovação, dados e equivalência de valor entre diferentes formatos de oferta.
A infraestrutura tecnológica aparece nesse cenário, mas como parte de um conjunto mais amplo de capacidades institucionais. Esse ponto é especialmente relevante porque reforça que a transformação digital do Ensino Superior não acontece apenas pela adoção de novas ferramentas. É necessário combinar tecnologia, pessoas, processos e estratégia pedagógica.
O professor permanece no centro dessa transformação. A formação docente e a preparação dos profissionais para lidar com novos formatos, tecnologias e metodologias aparecem como desafios importantes para as IES.
Se regulação, avaliação e inteligência artificial apontam para mudanças estruturais, a discussão sobre experiência do estudante e permanência traz uma dimensão ainda mais concreta: como fazer com que o aluno permaneça e perceba valor em sua trajetória acadêmica?
Durante a palestra “O Novo Perfil do Estudante e os Desafios da Permanência”, Miguel Copeto apresentou um dado que ajuda a dimensionar esse desafio: 1 em cada 4 estudantes abandona o curso já no primeiro ano no Brasil. A discussão também mostrou que o perfil do estudante está mudando. Entre 2014 e 2024, a participação de ingressantes entre 18 e 24 anos caiu de 51% para 40%, segundo os dados apresentados no debate.
Ao mesmo tempo, fatores econômicos, mudanças no comportamento do consumidor e novas expectativas em relação à experiência acadêmica tornam o cenário mais desafiador. A evasão também está ligada à percepção de valor do curso, à experiência oferecida pela instituição e à forma como ela acompanha as necessidades dos estudantes.
Para as IES, isso amplia a importância de compreender a jornada acadêmica de forma integrada, identificando os pontos em que o estudante encontra dificuldades e buscando formas de atuar antes que esses desafios resultem no abandono do curso.
Ao conectar os principais debates do evento, percebe-se que os temas não estão isolados:
Para as IES, acompanhar essas mudanças significa entender como elas impactam a rotina da instituição e a experiência dos estudantes. O desafio está em encontrar formas de usar a tecnologia para responder às necessidades que já fazem parte do dia a dia acadêmico.
Para a
Plataforma A, o FNESP 2026 reforçou a importância de
acompanhar de perto essas discussões e entender os desafios que estão no centro da agenda do Ensino Superior.
Seguimos atentos a esse cenário e às possibilidades de contribuir com as instituições em suas jornadas.
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