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O governo federal anunciou, em 2019, que
pretendia extinguir até 2026 a prova física do
Enem
(Exame Nacional do Ensino Médio). E que, por isso, a partir de 2020, substituiria gradativamente o atual modelo por outro, digital.
No entanto, o projeto foi cancelado em 2023 devido à baixa adesão de alunos ao novo formato e ao elevado custo de aplicação das provas.
Abraham Weintraub, ministro da Educação na época, afirmou que a proposta de digitalizar o Enem daria celeridade ao processo. “A pessoa pode receber a prova inteira, já corrigida, assim que der o
enter final”,
disse .
Em
entrevista ao jornal O Globo,
Tadeu da Ponte, fundador da empresa de avaliação Primeira Escolha, indicou outras possibilidades: “[Na versão em tela] você sabe qual foi o tempo que o aluno gastou para fazer cada uma das questões, é possível dar um tempo separado para cada área”.
Outra proposta a favor da prova digital foi a de que
outros formatos de questões estariam disponíveis, por exemplo, utilizando vídeos, infográficos e games.
A proposta determinava que a educação brasileira teria
até 2020, ano em que começou o Enem digital, para se adaptar à nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As escolas iriam ofertar até cinco trilhas de aprendizagem, entre as quais o aluno escolheria para se aprofundar: matemática, linguagens, ciências da natureza, ciências humanas e ensino técnico.
Na inscrição ao Enem, o candidato poderia
selecionar a prova de acordo com o caminho que seguiu. O problema é que as instituições de ensino não foram obrigadas a oferecer todas as trilhas, o que demandou a formulação de várias versões do exame.
Para o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pelo Enem, essa foi mais uma justificativa para a digitalização. “Imagine o quanto aumentaria o custo e a complexidade para fazer essa diversidade de provas [físicas]”,
disse Alexandre Lopes ao jornal O Globo.
“Hoje o aluno está muito mais inserido via celular. Tem pouco acesso técnico, pouca formação do trato com o computador, com coisas simples como formatar um texto, por exemplo”,
explicou Felipe Cabral, diretor do Centro de Ensino Médio 404, à Agência Brasil.
Segundo dados do Enem 2018,
sete de cada dez inscritos não têm acesso à internet em casa. Dos entre os 5,5 milhões de participantes, 2,3 milhões afirmaram não ter computador, o que também se tornou um obstáculo na implementação do projeto.
A prova digital foi considerada mais segura do que a realizada em papel. Mas não é isenta de riscos à segurança dos dados dos candidatos.
Evitar fraudes no sistema eletrônico —
visado por criminosos que roubam informações e vendem às pessoas interessadas — é outra questão relevante.
“Tem que ter certeza de que do momento em que se liga o computador, em que é feita a prova, ao momento em que as provas são armazenadas e processadas, essas informações sejam criptografadas”,
aponta Renato Leite, fundador do
Data Privacy Brasil, também em entrevista à Agência Brasil.
Tadeu da Ponte, que também atua como coordenador dos processos seletivos do Insper, recomenda o
monitoramento com câmeras que captam áudio e o uso de algoritmos de inteligência artificial
(evitando a contratação de fiscais para análise de imagens e sons), como forma de detectar “cola” e fraudes.
O Enem digital foi projeto arquitetado desde 2009 pelo Inep para reduzir os custos. Enquanto em 2019 a aplicação do exame (100% físico) custaria pelo menos meio bilhão de reais, a implementação do projeto-piloto em 2020 foi orçado em cerca de R$ 20 milhões.
Por Redação
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