178 mil crianças não frequentam a pré-escola por dificuldade de acesso

Redação • 18 de setembro de 2023

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit

Acompanhe

    Segundo um estudo realizado pela organização Todos Pela Educação, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua/IBGE), pelo menos 178 mil crianças, na faixa etária dos 4 a 5 anos, se encontram fora da pré-escola.

    O número de menores fora do ambiente escolar neste ano representa 42% dos 425 mil afastados de uma educação adequada no ano passado, mesmo existindo uma lei direcionada ao problema em questão. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN), implementada no dia 20 de dezembro de 1996, aponta o ensino fundamental como um direito obrigatório.

    Grupo de profissionais da saúde caminhando por corredor iluminado de hospital.

    Falta compreensão do que significa cuidar da primeira infância: garantir boas bases para saúde, bem-estar, aprendizagem e as mais diversas capacidades humanas. Crédito: Unsplash


    Leia mais:


    Quais são as dificuldades no acesso à educação?

    Ainda segundo o estudo, entre os motivos de não frequência escolar estão a opção dos próprios responsáveis — mesmo com a obrigatoriedade.

    A falta de qualidade ou segurança das creches para crianças com deficiência, problemas de saúde permanentes dos jovens, falta de dinheiro para a mensalidade, transporte, material escolar também são dificuldades encontradas no acesso à educação. Outro dilema é a ausência de escolas próximas as suas localidades.

    A população pobre é a mais afetada, pois 12% dos brasileiros recebem até um quarto do salário-mínimo, o que corresponde a R$ 300,00.

    A pesquisa do IBGE começou a ser levantada a partir de uma nova metodologia no ano de 2016, quando a taxa de crianças de quatro a cinco anos sem acesso aos estudos era de 9%. Porém, devido à pandemia, houve um aumento no ano de 2021, que elevou o percentual para 15%. Em 2022, o total recuou para 7%.

    A presidente-executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, explica que há um contingente enorme de famílias que simplesmente não conseguem alcançar o direito de matricular as crianças dessa idade na escola. “É papel do poder público garantir plenas condições para esse atendimento e toda a infraestrutura para que essas creches e escolas ofereçam uma educação de qualidade para todas as crianças”, afirma à própria organização.

    Ela ainda diz que falta compreensão do que significa cuidar da primeira infância: garantir boas bases para saúde, bem-estar, aprendizagem e as mais diversas capacidades humanas. “Não à toa a fase é tão fundamental para o restante de nossas vidas”.

    O que é a primeira infância?

    A etapa corresponde ao período de concepção da criança até os seis anos de vida. É nessa fase que acontece o desenvolvimento do ser humano, desde a estrutura emocional e afetiva, a áreas voltadas a inteligência que se relacionam com o caráter, capacidade de aprendizado e personalidade.

    É após o nascimento que a arquitetura do cérebro começa a se formar, tornando essa fase uma janela de oportunidade para o aprimoramento de todo o seu potencial.

    O tema originou a Lei nº 14.617 de 10 de julho de 2023, que institui o mês de agosto como o mês da primeira infância.


    Leia mais:

    Por Redação

    Gostou deste conteúdo? Compartilhe com seus amigos!

     Categorias

    Ensino Superior

    Ensino Básico

    Gestão Educacional

    Inteligência Artificial

    Metodologias de Ensino

    Colunistas

    Olhar do Especialista

    Eventos

    Conteúdo Relacionado