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Metaverso é aposta de evento internacional sobre inovação universitária

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Por mais que ainda esteja engatinhando, é impossível não pensar no metaverso como uma inovação com forte potencial de transformação – especialmente no setor educacional.

Não se trata de uma apologia à tecnologia pela tecnologia, simplesmente. É preciso pensar em como explorar da melhor forma as potencialidades desse tipo de recurso.

De qualquer maneira, uma realidade não pode ser ignorada: quem não prestar atenção ao metaverso vai deixar para trás um mercado que pode valer de US$ 5 trilhões (segundo a McKinsey) a US$ 13 trilhões (segundo o Citi) em 2030.

Um evento totalmente no metaverso

Ambiente da Algetec atraiu muitos interessados. Crédito: Reprodução.

Desde 2004, a Universidad Europea, com sede em Madri, na Espanha, organiza a Jornada Internacional sobre Inovação Universitária (JIIU). Ao longo de 16 edições do evento, diversos temas já estiveram no foco dos debates. Entre eles, aprendizagem experiencial, avaliação de competências, metodologias de aprendizagem e ensino e aprendizagem digital.

Após uma pausa causada pela pandemia de Covid-19, a edição deste ano abordou a importância da tecnologia na transformação do aprendizado.  Por isso, o evento aconteceu de forma totalmente online no metaverso, nos dias 17 e 18 de novembro, oferecendo múltiplas possibilidades de interação e conexão entre os participantes.


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Brasileiros na vanguarda

Um estudo elaborado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em parceria com a Holon IQ, uma organização internacional que estuda o mercado de tecnologia, mostrou o crescimento da inovação na educação na América Latina. Segundo a pesquisa, o Brasil concentra 62% das edtechs latino-americanas e atraiu pouco mais da metade dos investimentos do setor na última década.

No XVII JIIU os brasileiros não ficaram de fora. A Plataforma A esteve presente por meio da Algetec, empresa com o maior acervo global de práticas virtuais para a educação, que apresentou sua plataforma com mais de 700 opções para as áreas de Ciências Naturais, Saúde, Engenharia e Humanidades.

Segundo Natalia Amendola, especialista de Inteligência de Mercado da Plataforma A para Brasil e América Latina e uma das representantes da Algetec no evento, o estande da empresa contou com um ótimo número de visitantes, que estavam interessados não somente no uso da tecnologia na educação, mas também a experiência da empresa com a Tec de Monterrey, instituição mexicana reconhecida por sua postura inovadora.

Apresentação durante o evento. Crédito: Reprodução.

Durante a conferência, o consultor para América Latina da Algetec, Hector Escobar, falou sobre a história da empresa e navegou pelos laboratórios virtuais. Já o coordenador da Tec de Monterrey, Luis F. Morán Mirabal, abordou a parceria com o Living Lab & Data Hub do Institute for the Future of Education e o incentivo a práticas de pesquisa e inovação educativa utilizando os laboratórios virtuais.

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A primeira vez no metaverso

Amendola, que participou fisicamente conectada desde Foz do Iguaçu (PR), estreou no metaverso. Após um primeiro momento de adaptação para conseguir “domar o avatar” – o que rendeu boas risadas à equipe – ela afirmou considerar o ambiente virtual um recurso muito versátil para a educação.

“Com certeza o metaverso amplia o leque de opções didáticas, transportando os alunos de diferentes pontos do globo para cenários no presente e no passado, além de imaginar futuros prováveis. As possibilidades são infinitas”, disse.

Avatares de Natalia e Helena no Metaverso. Crédito: Reprodução.

Helena Fagundes, coordenadora de pré-vendas da Plataforma A, também esteve pela primeira vez no ambiente virtual e considerou a experiência incrível. “Tudo é pensado para que as pessoas possam se conectar efetivamente e se relacionar como se estivéssemos em um ambiente real”, afirmou ela.

Segundo Fagundes, que estava em Bagé (RS) durante sua participação no evento, foi possível observar a globalização das atividades com o metaverso. “Acredito que a grande tendência é essa interconexão de pessoas de vários países em um ambiente virtual que reproduz o físico para que tenhamos uma melhor experiência de relacionamento e resultados”, comentou, afirmando que se trata da consolidação do uso de tecnologia na educação.

“As instituições de ensino superior não podem ficar de fora. Tudo isso se conecta muito com os laboratórios virtuais da Algetec. Estamos colocando uma lupa no futuro, entregando para o aluno o que ele já utiliza fora da instituição: interatividade, alta tecnologia e flexibilidade”, refletiu a coordenadora.

Para Amendola, a principal contribuição desse tipo de tecnologia é estimular o engajamento dos alunos, uma das principais dores das instituições educativas na atualidade.

“O desafio é a utilização assertiva da ferramenta para um aprendizado efetivo, tanto das habilidades técnicas quanto das competências cognitivas e socioemocionais. Sem estas finalidades, o metaverso, como qualquer outra tecnologia, perde seu valor didático e sua relevância dentro de uma instituição de ensino.”


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