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Cursos da Saúde atraem maioria dos alunos calouros de EAD

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Alunos de curso da Saúde da PUCPR: em 2020, maioria dos calouros de EAD optou por cursos como Farmácia, Biomedicina, Nutrição e Enfermagem. Crédito: divulgação.

O Brasil passa por um momento de alta procura pelos cursos de graduação a distância na área da saúde. A informação consta no “Observatório do ensino superior: análise dos microdados do Censo da Educação Superior 2020”, divulgado na manhã desta terça-feira (22) pela empresa de pesquisas educacionais Educa Insights e pela Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (ABMES).

Dos dez cursos EaD com maior número de ingressantes no ano de 2020, quatro são na área de saúde: Farmácia (que cresceu 416%), Biomedicina (190%), Nutrição (70,5%) e Enfermagem (30,4%). O avanço total foi de 78.527 matrículas na área da Saúde, crescimento de 78% ante 2019.

O aumento da demanda por EaD reflete as oportunidades no mercado de trabalho. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, desde o início da pandemia, o país teve 268.561 novas contratações na área da saúde – uma área que depende de diploma para contratação, com regulação bem definida.

“Muitos jovens viram nos heróis da pandemia, esses profissionais que atuaram na linha de frente do combate ao vírus, sua vocação”, afirmou o professor Celso Niskier, diretor presidente da ABMES e reitor da Unicarioca. “A pandemia passa, mas as sequelas infelizmente ficam. Então, a necessidade de profissionais vai continuar existindo e crescendo.”

Volumetria de alunos em cursos EAD ao longo de 2020. Crédito: ABMES e Educa Insights.

O presidente da ABMES aproveitou para reforçar que no Brasil não existem cursos da área da saúde 100% online, e, sim, semipresenciais, combinando as atividades práticas presenciais com as aulas teóricas remotas ou virtuais.

“Se os conselhos profissionais aprovaram o uso da Telemedicina, uma realidade que deve seguir no pós-pandemia, não faz sentido não ter um modelo de ensino que acompanhe esse formato”, comentou Niskier. Para ele, a EaD cresce também pela flexibilidade que oferece aos estudantes. “Falando em área da saúde, muitas vezes são profissionais técnicos que já trabalham e querem se qualificar em nível de graduação”, pontuou.

Leia mais: Quais cursos sua IES deve oferecer em 2022

Crescimento por regiões

Vale lembrar que em 2020, pela primeira vez, o ensino a distância superou o presencial em número de ingressantes em instituições de ensino superior públicas e privadas – em 2019, esse fenômeno foi constatado apenas na rede particular. Nos cursos tecnológicos, dados do último censo mostram que quase 70% das matrículas aconteceram no EaD.

O estudo divulgado hoje também destacou o crescimento de novas matrículas em cursos a distância de acordo com cada região do país. Se fossemos fazer um ranking, o Sul seria o primeiro colocado, seguido pelas regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste.

Os dados reforçam a tendência de crescimento do ensino a distância na última década. Entre 2010 e 2020, o número de novos alunos no EAD quadruplicou, enquanto o ensino presencial teve queda de quase 14% no período. Durante o primeiro ano da pandemia, o EAD cresceu 26,8%, segundo o Ministério da Educação (MEC).

“Muitos cursos a distância têm avaliações melhores pelo MEC que os mesmos cursos na modalidade presencial”, lembrou Sólon Caldas, diretor executivo da ABMES, destacando que o modelo das atividades não é um fator determinante para a qualidade do ensino.

Além do virtual, a Saúde também tem se destacado entre os cursos presenciais. Dos dez cursos mais procurados, seis são do segmento: Psicologia, Medicina e Odontologia, que são exclusivamente presenciais, bem como Biomedicina, Enfermagem e Fisioterapia.

Leia mais: Pesquisa confirma retomada das matrículas no ensino superior em 2022

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