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Professor deve ser valorizado e melhor remunerado, diz Obama no Brasil

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Barack Obama em evento de São Paulo. Foto: Everton Rosa/Vtex/divulgação.

“Os países que ensinarem suas crianças a serem criativas e a pensar criticamente serão os mais bem-sucedidos economicamente”, afirmou Barack Obama. O ex-presidente dos Estados Unidos participou na quinta-feira (30 de maio), em São Paulo, do Vtex Day, evento de inovação tecnológica da empresa Vtex.

Para mais de 10 mil pessoas, Obama defendeu a educação – sobretudo a necessidade de aumentar o investimento – e criticou a desvalorização dos professores. “Se um professor só ganha um décimo ou um centésimo do que ganha um investidor, a educação não está valorizada o suficiente.”

Obama deu o exemplo da Finlândia, cujo modelo educacional reconhece e remunera o professor tão bem quanto médicos e juízes. O país tem um dos melhores níveis educacionais do mundo, segundo diversos rankings.

Leia mais: As lições de Portugal, Inglaterra e Finlândia para a educação

Barack Obama falou sobre o impacto que o professor tem ao confiar em uma criança, além de defender a criação de um sistema educacional que prepare os alunos para o pensamento crítico.

Segundo ele, repassar informações para que os alunos absorvam não é suficiente: as escolas precisam capacitar crianças e jovens para analisar criticamente as informações que recebem.

Acho que o mais valioso da educação é aprender a habilidade de analisar a realidade, mesmo quando isso é desconfortável e prova que aquilo que eu achava ser verdade está errado.

Outro ponto enfatizado são as oportunidades que resultam da educação. O ex-presidente relembrou sua primeira viagem ao Brasil no cargo da presidência. Ele falou sobre a cena em que jogava futebol na favela do Rio e que, ao olhar para as crianças, viu o próprio reflexo aos dez anos de idade.

Elas tinham as mesmas ideias, a mesma energia e as mesmas possibilidades que eu. A única diferença é que eu tive oportunidades, fui capaz de ter mais conhecimento.

Para Obama, se o Brasil der o mesmo espaço para essas crianças, “uma delas pode acabar inventado a cura do câncer, criar a próxima inovação tecnológica”.

Com a evolução da inteligência artificial, dar essas oportunidades e investir em novos modelos de educação se torna ainda mais necessário.

“As máquinas vão fazer os trabalhos manuais com muito mais eficiência do que os humanos, mas só as pessoas podem ser criativas”, disse o ex-presidente de uma das maiores nações do mundo. E arrematou: “Sem investir nas pessoas, é improvável para um país ter sucesso no longo prazo”.

Leia mais: Dívida estudantil nos Estados Unidos: retórica versus realidade

Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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