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Estamos sendo entendidos? Dicas para sermos mais claros em nossas explicações

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Estudante

Em uma semana de aula, quantas lições você acha que deve dar? Estas lições e suas explicações fazem parte da atividade central do ensino, mas ainda é raro avaliar como o fazemos. Isso pode ser melhor trabalhado se levarmos em consideração algumas características de explicações consideradas claras.

Idioma no nível do aluno – Boas explicações são compreensíveis e fazem sentido para quem escuta. Mas este pode ser um desafio quando usamos “termos específicos” de certas áreas em nossas disciplinas. Não simplificamos a linguagem por “medo de simplificar demais” o conteúdo, comprometendo assim sua integridade intelectual. Mas isso é relevante se os alunos não estão entendendo os conteúdos? Os termos de nossas disciplinas nos permitem fazer nosso trabalho, mas eles nem sempre agilizam o entendimento de quem os escuta pela primeira vez.

Ensinar na velocidade do aluno – O resultado das explanações pode não ser positivoquando somos expostos a muito conteúdo. Nem todos os alunos aprendem no mesmo ritmo. Alguns entendem o conteúdo ao ouvi-lo pela primeira vez; outros precisam escutar de forma diferente, pensar sobre o que foi visto e depois ouvi-lo novamente. Isto exige uma tomada de decisão sobre a importância do que está sendo explicado. Se é essencial, um conceito fundamental ou uma ideia que integra uma parte do conteúdo, ele deve ser apresentado em um ritmo que permita a maior compreensão pela maior parte dos alunos.

Maleável, capaz de ser reformulado, reconstituído e formato de forma diferente – Este é um grande desafio, pois quando preparamos alguma explanação, pensamos que estamos sendo claros. “Se faz sentido para mim, posso explicar isso aos alunos”. “Eles não entendem? Qual o problema com a informação”? Nós não estamos acostumados a pensar em novas maneiras de explicar o conteúdo.

Repetir o conteúdo quantas vezes for necessário sem demonstrar frustração com o aluno – Ouvir uma explicação e não entender é frustrante. Escutar novamente e ainda não compreender, é embaraçoso. Nesse ponto, a maioria dos alunos (e muitos de nós), apenas fingem. Um aceno de cabeça, sorrir e agradecer enquanto se tenta entender, é comum.

Ilustrar com exemplos significativos para o aluno – Durante a infância, no início da aprendizagem, é comum que os pais, por exemplo, compartilhem ilustrações para que as crianças compreendam certas coisas. Entretanto, é preciso perceber que os exemplos são sensíveis ao tempo, ou seja, os exemplos se tornam “velhos” a cada ano que passsam. Eles podem ser uma “ponte” para o entendimento, mas eles têm que estar atualizados.

Estar aberto a diferentes fontes – Às vezes, a compreensão do conteúdo acontece instantaneamente, já outras vezes entendimento vem pouco a pouco.Se o real objetivo da aprendizagem é ajudar os alunos a compreenderem e absorverem os conteúdos, então quem ou o quê contribui para isso não deve ser um problema. As explicações do professor são, provavelmente, as mais precisas e completas, mas se a efetividade de compreensão do conteúdo por parte do aluno vem de uma fonte diferente do professor, este pode sempre agregar novas formas e fontes de aprendizagem.

Sempre fazer melhor – As explicações sempre podem ser melhoradas. Se uma explanação funcionou bem anteriormente, não é garantia de que continue sendo compreendida. É preciso esforço para criar “explicações perfeitas”, sempre entendendo que melhorar é uma meta a ser buscada.

Você já aplica alguma dessas características no seu dia-a-dia? Compartilhe conosco como elas funcionam para você, e aproveite para sugerir outras dicas para aumentarmos esta lista.

Fonte: Faculty Focus

Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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