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Entenda por que o crescimento dos MOOCs desperta o interesse pela criação de laboratórios remotos

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Em tempos de educação a distância, nada mais natural que todas as esferas da vida acadêmica migrem para o universo virtual e permitam que os alunos tenham acesso a todas as experiências de aprendizagem de que um curso dispõe. O crescente interesse nos MOOCs (Massive Open Online Course, ou Cursos Abertos e Online em Massa, em tradução livre) é, provavelmente, o grande incentivador do desenvolvimento de laboratórios remotos, espaços nos quais os estudantes podem realizar experimentos científicos por meio de uma plataforma na internet.

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Câmeras registram todos os movimentos dos aparelhos
[FONTE: Engineers Australia]

Também conhecidos como iLabs, os laboratórios online nada mais são que laboratórios reais – com equipamentos verdadeiros – operados a distância. A ideia surgiu na universidade de Stanford, em parceria com o MIT, nos anos 1990. Mas, apesar do entusiasmo inicial e das promessas do invento, o projeto não chegou a deslanchar devido aos altos custos para criar a infraestrutura necessária. A realidade agora é outra: as novas tecnologias permitem construir laboratórios e redes de comunicação de maneira muito mais econômica.

A liderança na realização do conceito segue nas mãos na universidade de Stanford, agora ao lado da universidade de Northwestern, duas instituições que vêm investindo pesado em novos MOOCs. Um grupo de professores e estudantes de engenharia elétrica está se dedicando à busca por técnicas que permitam reduzir o investimento na automatização dos laboratórios e na instalação inicial.

Diversos testes vêm sendo realizados em ambas as faculdades americanas, e um software chamado Automator já foi desenvolvido para facilitar a estruturação de um laboratório remoto em qualquer instituição. O programa registra todas as atividades realizadas no laboratório real em um grande banco de dados e, no futuro, permitirá que pessoas de qualquer lugar do mundo repliquem as experiências em um ambiente virtual. O laboratório de Stanford deve ficar pronto em breve e será disponibilizado mundialmente ainda esse ano.

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Um laboratório para muitos
[FONTE: WebLab]

iLabs em aplicação prática
Um dos principais objetivos da equipe é diminuir os níveis de evasão dos MOOCs. Junto à criação dos laboratórios remotos, surgiu a estratégia de se criar SPOCs (Small Personal Online Course, ou pequenos cursos online pessoais), que reúnem pequenos grupos com os mesmos interesses para um curso de duração mais curta. O curso seria centrado na realização de experimentos online sob supervisão de um assistente. Depois das atividades, os alunos poderão compartilhar resultados online e serão avaliados pelos professores. A ideia é que, com o tempo, se formem diversos pequenos grupos especializados em temas comuns, com a habilidade de colaborar entre si e dividir conclusões.

Aos interessados em construir seu próprio laboratório remoto, a equipe de Stanford oferece alguns conselhos. O primeiro é não gastar energia à toa. Ao invés de tentar reinventar a roda e desenvolver produtos de software e hardware do zero, aproveite tecnologias existentes. Uma boa tática é firmar parcerias com universidades que já possuam laboratórios e contar com sua expertise na área.

Os benefícios dos laboratórios remotos serão muitos. Os professores poderão solicitar experiências como tema de casa, em vez de perder tempo de suas aulas em um laboratório físico. Em Stanford, os professores perceberam que, em seu próprio tempo e ritmo, os alunos que usaram o laboratório online em suas casas costumavam repetir os experimentos muito mais vezes do que o exigido. Ou seja, há um crescimento também na motivação dos estudantes. Os iLabs ainda podem ser coisa do futuro, mas é um futuro que já bate à porta.

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Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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