Metodologias de ensino

Como o design thinking pode contribuir com o processo de aprendizagem

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O design thinking é uma metodologia colaborativa que tem como principal atributo transformar o estudante em agente ativo do próprio aprendizado (Foto: Reprodução)

O design thinking aplicado a processos educacionais tem como trunfo a capacidade de transformar o estudante em agente ativo do próprio processo de aprendizado. Para isso, ele terá de desenvolver competências a partir da busca por soluções coletivas para problemas reais – sem deixar de lado a experimentação.

Atualmente, a metodologia colaborativa de aprendizagem é empregada em frentes tão distintas quanto a EAD, a educação corporativa ou mesmo o ensino formal. Em cenários assim, que passam por constantes transformações, torna-se cada vez mais difícil estimar os limites para a utilização do design thinking.

Professora de metodologias inovadoras de aprendizagem na Fundação Dom Cabral (FDC) e consultora em educação online, Carolina Costa Cavalcanti costuma dizer que o design thinking é um metodologia focada no ser humano, com potencial para revolucionar os processos de aprendizagem.

“Quando usado no campo da educação, o design thinking pode ser adotado para conceber soluções educacionais na instituição, para desenvolver processos inovadores ou mesmo para ser usado como estratégia de criatividade”, explica Cavalcanti.

A professora é coautora do livro Design Thinking na educação presencial, a distância e corporativa, escrito em parceria com Andrea Filatro, docente na Fundação Instituto de Administração (FIA/USP).

O que é design thinking

O design thinking pode ser definido como uma metodologia de trabalho que busca soluções coletivas para diferentes tipos de problemas. Para isso, a ferramenta toma como base a pesquisa e a troca de ideias, além de apresentar como diferencial o desenvolvimento de soluções e protótipos – ou seja, a experimentação.

Embora não seja o criador do método, o designer Tim Brown é considerado um de seus principais disseminadores. Sobretudo depois de 2009, ano em que lançou o best-seller Design Thinking – Uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias.

Desde então, as aplicações do design thinking rapidamente se multiplicaram mundo afora, e a metodologia passou a ser usada em processos educacionais e dentro de IES.

Trabalho organizado

Entre as premissas do design thinking está o desenvolvimento de atividades a partir do trabalho colaborativo. Na educação, o ponto de partida para o uso do método é a escolha de um problema real exposto aos design thinkers.

Segundo Cavalcanti, essa é uma das melhores maneiras de fazer que o estudante articule os conceitos apresentados em sala de aula e consiga transpô-los para o mundo real. “Esse é um dos métodos do design thinking. Ele permite que o aluno conceba, crie soluções em parceria e cocrie, o que é bastante rico para o processo de aprendizagem.”

Outra vantagem oferecida pelo design thinking na educação diz respeito à sua aplicação, que não exige processos complexos. A base de ação parte do estabelecimento de alguns parâmetros simples, como o tema a ser investigado, as etapas e os recursos que serão utilizados. Aqui, caberá ao docente a função de liderança do processo.

“Ele não precisa ser um especialista em design, basta ter uma formação inicial para usar o design thinking. Mas não é algo muito complicado, e com um pouco de experiência já é possível ter resultados bastante interessantes”, assegura Cavalcanti.

Diversidade como trunfo

Por se tratar de um processo eminentemente colaborativo, baseado nas interações de grupo, o design thinking costuma ser ainda mais eficaz quando abordado por equipes ou turmas heterogêneas.

Diferentes experiências e pontos de vista acabam produzindo uma busca mais rica e produtiva por soluções, com melhores trocas e maior assimilação de novos conhecimentos.

“Ajuda bastante quando formamos os grupos de trabalho com pessoas com pontos de vista diferentes”, afirma Carolina. “A partir de diferentes visões do problema, surgem variações de interpretação de prototipagem”, complementa.

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