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Universidades brasileiras perdem mais posições em ranking internacional

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As universidades brasileiras registraram mais um ano de queda no THE Emerging Economies University Rankings 2018, o ranking anual do Times Higher Education – referência mundial em reputação acadêmica. A Universidade de São Paulo (USP), que tem a melhor colocação entre as IES nacionais, caiu da 13ª para a 14ª posição.

Outras representantes do Brasil também foram à bancarrota. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que em 2017 estava na 28ª posição, passou para a 33ª. A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) saiu da 55ª para a 61ª. Já a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) caiu da 89ª para a 92ª.

Mas nem tudo é queda. Novata no ranking, a Universidade Federal de Itajubá (Unifei), de Minas Gerais, estreou garantindo a 98ª posição – nada mal, diga-se, numa avaliação de desempenho que inclui 350 universidades de 42 nações. Em termos de participação, o Brasil está em terceiro lugar na lista: são 32 representantes (veja a lista completa ao fim da matéria).

O THE Emerging Economies University Rankings é feito com base na avaliação de 13 indicadores, entre eles ambiente de ensino, internacionalização, inovação e influência de pesquisas. A China é líder disparada do ranking: ocupa sete das 10 primeiras posições. O topo da lista, inclusive, é chinês – posição atribuída à Universidade de Pequim.

Universidade de Pequim é considerada a melhor do mundo

Universidade de Pequim é considerada a melhor do mundo. (FOTO: Divulgação)

Universidades brasileiras sofreram com turbulências

Diretor editorial do ranking, Phil Baty diz que a principal razão para a queda das universidades brasileiras foi a turbulência econômica e política do país. E, segundo ele, a projeção pode ser pior. “A contínua turbulência nacional só afetará ainda mais o desempenho e a atratividade de seu setor universitário”, afirmou ele ao jornal O Estado de S. Paulo.

USP é a melhor entre as universidades brasileiras do ranking. (FOTO: Marcos Santos/USP)

Entretanto, Baty também elogiou a resiliência das instituições. “Apesar das crises internas, o Brasil manteve seu status de terceiro país mais representado em um ranking excepcionalmente competitivo.”

A piora não aconteceu somente aqui. No agregado, as universidades latino-americanas também seguiram a tendência de declínio. Para Baty, esses países precisam fazer mais se quiserem fortalecer e melhorar as posições de suas IES. Em outras palavras, investimento e atenção a cada um dos 13 indicadores avaliados no Emerging Economies University Rankings.

“Os indicadores melhoram a reputação global e a influência de pesquisa, fundamental para a ascensão nesses rankings importantes”, afirmou Baty. “E também inspira a competição saudável, a colaboração e as redes globais que impulsionam a qualidade e os padrões de ensino.”

Top 10 – THE Emerging Economies University Rankings

1 – Universidade de Pequim (China)
2 – Universidade Tsinghua (China)
3 – Universidade Estatal Lomonosov de Moscou (Rússia)
4 – Universidade Fudan (China)
5 – Universidade de Ciência e Tecnologia da China (China)
6 – Universidade Zhejiang (China)
7 – Universidade Jiao Tong Xangai (China)
8 – Universidade de Nanquim (China)
9 – Universidade da Cidade do Cabo (África do Sul)
10 – Universidade Nacional de Taiwan (Taiwan)

As instituições brasileiras no ranking – e suas posições*

14 – Universidade de São Paulo (USP)
33 – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
61 – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
92 – Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
98 – Universidade Federal de Itajubá (Unifei)
131 – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
150 – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
153 – Universidade Federal do ABC (UFABC)
162 – Universidade do Estadual Paulista (Unesp)
191- Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
201- 250 – Universidade de Brasília (UnB)
201- 250 -Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs)
201- 250 -Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
201- 250 – Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
251- 300 – Universidade Federal do Ceará (UFC)
251- 300 – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
251- 300 – Universidade Federal de Viçosa  (UFV)
251- 300 – Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR)
251- 300 – Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
301-350 – Universidade Federal de Goiás (UFG)
301-350 – Universidade Federal de Lavras (Ufla)
301-350 – Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop)
301-350 – Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
301-350 – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
301-350 – Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
301-350 – Universidade Federal Fluminense (UFF)
301-350 – Universidade Estadual de Londrina (UEL)
301-350 – Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)
301-350 – Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos)
351+ – Universidade Federal do Paraná (UFP)
351+ – Universidade Estadual de Maringá (UEM)
351+ – Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)

*A partir da posição 201, as universidades são agrupadas a cada 50 – caso da UnB, da Ufrgs, da UFSC e da UFSCar, que estão na mesma posição: 201 a 250. 

Redação
A redação do Desafios da Educação é composta de jornalistas, educadores e especialistas em educação superior.

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