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Três tendências globais para a educação

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Semana passada, em Dubai, aconteceu o Fórum Global de Educação e Habilidades (GESF, Global Education and Skills Forum), encontro que visa reunir autoridades governamentais com líderes de negócios a fim de fortalecer os laços entre o setor privado e a área da educação. Um dos palestrantes no fórum foi Jeff Dunn, colunista e editor do site Edudemic, reconhecido canal de notícias do setor. Dunn traçou o que se acredita serem as três tendências globais da educação mundial:

#1 Já ocorrem mudanças globais entre os professores, mas elas são lentas
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Professores serão agentes ativos na transformação
[FONTE: Summer Institute]

Não há forma mais impactante de promover a adoção de novas formas de ensino e aprendizagem do que o velho boca a boca. Quando um professor testa, aprova e passa a usar uma nova tecnologia, ele faz questão de compartilhar a novidade com os seus colegas. Aos poucos, a notícia se espalha até atingir uma grande quantidade de docentes. Apesar de lento, esse processo não tem volta: seguindo o seu próprio ritmo, os professores se atualizam e se adaptam aos novos tempos.

#2 A colaboração deve ser de todos, não de uma minoria esforçada
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É importante que muitos participem
[FONTE: Blackboard]

São pontos que se complementam. Imagine o professor do primeiro exemplo: ele adota um novo aplicativo, digamos. Usa tal aplicativo em seu celular e em seu tablet. Permite e incentiva que alunos também se envolvam com tecnologia. Mas, quando vai passar o conselho adiante, encontra professores ou coordenadores de curso que não o incentivam. A cadeia do boca a boca se desfaz, e o conhecimento morre no ponto de largada.

Ou seja, para que o futuro chegue mais rápido, é preciso que todos estejam de cabeça aberta e dispostos a aprender o que há de novo. Desde os alunos, passando pelos professores, até os gestores e mesmo o governo. A mudança é coletiva e não individual.

#3 Pequenas empresas têm grande impacto
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Uma empresa que parece pequena pode crescer rapidamente
[FONTE: Blackboard]

Aplicativos vêm e vão, e por mais que algumas pequenas startups possam ter uma existência breve ou serem rapidamente compradas pelos gigantes da tecnologia, os aplicativos criados em “fundos de garagem” geram impacto na vida das pessoas. Ou seja, tem que quem veja os novatos e as pequenas instituições com descrédito, mas eles podem, sim, criar tecnologias que transformam a educação, mesmo que elas sejam transitórias. Faz parte do jogo: sempre vai surgir um aplicativo melhor para substituir aquele que foi pioneiro.

A perspectiva de Jeff Dunn é inédita por apresentar estes caminhos como comportamentos e pensamentos que precisamos fortalecer se buscamos uma verdadeira transformação na educação. Ter paciência com as mudanças, colaborar com os colegas e incentivar pequenas e individuais iniciativas é essencial em qualquer contexto e, em especial, no do ensino superior.

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Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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