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Educação ruim corta potencial produtivo do brasileiro pela metade

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Há um novo índice criado para mensurar os retornos dos investimentos dos países em capital humano. O indicador é medido pelo Banco Mundial e traz notícias ruins para o Brasil.

Aqui, segundo o estudo, as crianças nascidas hoje, quando atingirem 18 anos, terão alcançado apenas 56% da sua capacidade de produção. E, como consequência natural, haverá maior dificuldade de inserção desses jovens no mercado de trabalho.

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Para chegar a essa conclusão, o índice de capital humano considerou três fatores principais: a mortalidade até os cinco anos de idade, resultados educacionais e condições de saúde na infância e na vida adulta.

O resultado colocou o Brasil na 81ª posição em um ranking de 157 nações, formado de acordo com o indicador.

O desempenho brasileiro fica atrás do registrado por oito vizinhos latino-americanos, como Chile, México e Argentina, e de países emergentes, como China, Rússia e Turquia. Está mais próximo do de nações ou territórios como Cisjordânia e Faixa de Gaza, Filipinas e Kosovo.

O índice de capital humano é liderado por Singapura, Coreia do Sul, Japão, Hong Kong e Finlândia, respectivamente.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a maior barreira ao progresso do Brasil é a deficiência educacional, como tempo médio de escolaridade – 11,7 anos, enquanto em Singapura o índice é de 13,9 anos. O baixo desempenho nos testes de proficiência internacional, como o Pisa, também puxa a nota brasileira para baixo.

A apresentação pública do novo índice ocorreu nesta quinta-feira (11), em reunião do Banco Mundial e do FMI (Fundo Monetário Internacional), na Indonésia.

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Foto em destaque: Estudantes durante prova do Enem. Créditos: Wilson Dias/ABr. 
Redação
A redação do Desafios da Educação é composta de jornalistas, educadores e especialistas em educação superior.

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