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IBM e a sala de aula em cinco anos: personalização a partir de dados

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Para encarar o desafio da educação, gestores e professores precisam ter conhecimento do que já foi feito, do presente no qual estão inseridos e, principalmente, do futuro que os espera, que eles devem ajudar a construir. E, quando se trata do que está por vir, é impossível não pensar em tecnologia. Se antes ela se limitava a uma sala de informática, hoje, a tecnologia é um meio de ensino e aprendizado. Sinônimo de inovação até hoje, a IBM tem ideias interessadas sobre o futuro da educação nos próximos cinco anos. Com frequência, a Big Blue reúne um time de especialistas para elaborar documentos com cinco tendências para os anos seguintes. No final do ano passado, foi a vez da educação entrar em pauta.

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A sala de aula vai aprender sobre o aluno a partir de dados coletados pela instituição de ensino
[FONTE: IBM]

Para a empresa especializada em dados, a sala de aula vai aprender sobre e o aluno. Já os professores terão auxílio de sistemas cognitivos para tomar as melhores decisões. Segundo dados coletados pela própria IBM, “o desafio de oferecer uma educação de qualidade para todos os alunos é global. Dois em cada três adultos não receberam o equivalente ao ensino médio”. Diante desse fato, os especialistas em educação e tecnologia apostam em um ensino mais personalizado, na contramão da realidade em que um professor ensina para trinta alunos da mesma forma e com o mesmo material.

Como já é notório, os cursos abertos massivos e online, chamados MOOCS, tiveram um papel importante em tornar acessíveis vários conteúdos a qualquer pessoa que tenha uma conexão com a internet. Esse movimento teve várias consequências, e uma delas é que os próprios gestores dessas iniciativas perceberam a necessidade de tornar as matérias mais atraentes, adaptadas não apenas para a sala de aula, mas também para os dispositivos móveis, mais inseparáveis dos alunos que eram as mochilas no passado. Por seu caráter digital, a educação online e a distância reúne vários dados sobre o ensino e o aprendizado de cada aluno que antes não se tinha conhecimento e que não é apenas resultado de testes, mas também de informações sobre o comportamento das pessoas em plataformas digitais.

É pensando nesses dados que a IBM prevê que, no futuro, as instituições de ensino adotaram sistemas cognitivos baseados em nuvem para coletar e analisar todos esses dados ao longo do tempo. É assim que a sala de aula vai aprender sobre os alunos. Para especialistas consultados pela empresa, a criação de registros longitudinais dos alunos daria aos professores a informação do que estes necessitam para oferecer experiências personalizadas de aprendizagem. Estes sistemas cognitivos, que adquirem conhecimento, também ajudariam professores a identificar os alunos que estão em maior risco, no que possuem dificuldades, assim como a ter ideias de como intervir para auxiliar o estudante a vencer seus desafios.

Tal sistema poderia também, na visão da IBM, cruzar os objetivos do aluno e seus interesses com dados sobre sua forma de aprender, para que os professores possam mais facilmente determinar que tipo de conteúdo dar ao aluno. E, mais do que isso, qual é a melhor maneira de apresentá-lo. Além do plano de estudo individual, o conteúdo que o aluno receberia seria interativo, tanto para perguntas quanto para respostas. O material poderia ser tageado para que o aluno passe mais tempo consumindo a informação que precisa, ao invés de tentar procurá-la em fontes diversas e distantes. E, dependendo de como o aluno está motivado, elementos dos games, por exemplo, poderiam ser incorporados de forma que o aluno compreenda profundamente os conceitos que estão sendo ensinados e ainda se divirta aprendendo. É a chamaa gamification.

Um aluno do oitavo ano que sonha em trabalhar em finanças, mas tem dificuldades com equações quadráticas e lineares, poderia ser auxiliado pelo professor que, a partir de um sistema cognitivo, saberia o estilo de aprendizagem daquele estudante. Dessa forma, fica muito mais fácil desenvolver um plano que preencha as lacunas de conhecimento de cada aluno. Sabendo que o aprendiz deseja trabalhar com finanças, o professor poderia solicitar a contribuição de empresas de serviços financeiros e garantir que o aluno desenvolva habilidades relevantes para o mercado de trabalho.

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O futuro da educação passa pela análise de dados
[FONTE: IBM]

A IBM já está trabalhando nessa tendência de personalização em um grupo de escolas do estado da Geórgia, chamada Gwinnett County Public Schools, que é o 14º maior distrito escolar dos EUA. Neste experimento, estão sendo utilizadas grandes análises de dados e tecnologias cognitivas para melhor entender esses registros longitudinais dos alunos. Ao identificar semelhanças na forma como os alunos aprendem, prever o desempenho e as necessidades de aprendizagem, técnicas de conteúdo e de ensino específicos estão sendo adaptadas para cada um dos 170 mil estudantes do distrito, com o objetivo de garantir uma melhor experiência de educação.

E você, como imagina a educação no futuro próximo? E a instituição em que trabalha, já trabalha com análise de dados? Compartilhe conosco suas ideias e não deixe de assinar nossa newsletter.

Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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