Tecnologia Educacional

6 maneiras de criar uma experiência de aprendizagem inesquecível

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A pandemia acelerou mudanças que, em cenários comuns, levariam décadas para acontecer. Hoje, vivemos a era da experiência. Inclusive na educação, onde a digitalização é mais presente do que nunca.

Em 2012, quando lançou seu livro “Polegarzinha”, o filósofo francês Michel Serres diagnosticou uma geração de alunos que habita o mundo teclando. “A difusão do saber já não pode ter lugar em nenhum dos campi do mundo, ordenados, formatados página a página, racionais à antiga, imitando os campos do exército romano”, escreveu, prevendo que os métodos tradicionais de ensino estavam com os dias contados.

Os professores tiveram que se adaptar ao novo cenário. Como explicam António Nóvoa e Yara Cristina Alvim no artigo “Os professores depois da pandemia”, atualmente, não é possível pensar a educação e a prática docente sem olhar para a tecnologia e a “virtualidade”.

Entretanto, a tecnologia é apenas uma parte de um todo chamado “experiência de aprendizagem” – conceito também relacionado às vivências de cada pessoa durante seu processo de aprendizagem, seja dentro ou fora dos ambientes educacionais.

O foco das instituições de ensino superior (IES) quando se fala de experiência de aprendizagem deve ser a construção do conhecimento por meio de uma jornada acolhedora e memorável para os alunos. Isso envolve conciliar uma gama de experiências permeadas em diferentes graus pelas tecnologias, explorando o que elas oferecem de melhor

Engajada em ajudar as IES nesse desafio, a Plataforma A realizou uma pesquisa para identificar elementos fundamentais em uma experiência de aprendizagem inesquecível. A partir do estudo, a edtech da +A Educação estruturou seis formas de cativar e motivar os estudantes, potencializando o aprendizado.

Confira abaixo quais são elas:

1) O poder do acolhimento

Em tempos de livre acesso à tecnologia, a humanização é um diferencial. Assim, gerar senso de pertencimento nos estudantes é crucial, independente da modalidade de ensino.

Como fazer isso? Por exemplo, usando recursos do ambiente virtual de aprendizagem (AVA) para que, mesmo online, os estudantes tenham trocas com professores, tutores e colegas.

Nesse sentido, canais de comunicação – como AVA, fóruns, plataformas de comunicação com mentores e tutores, espaços de feedback personalizado – são usados ativamente pela IES como meios de aproximação e acolhimento dos alunos.

O grau de sucesso desse acolhimento, entretanto, depende de outros fatores, como o design, a usabilidade, a acessibilidade e a integração das plataformas virtuais da instituição de ensino. Ou seja, fluidez é palavra-chave no uso das tecnologias educacionais.

Leia mais: Conheça o pilar de experiência de aprendizagem da Plataforma A

2) Novas experiências e emoções

É preciso adicionar camadas de experiência à jornada de aprendizagem do aluno. Isso significa proporcionar novas formas de contato com o conhecimento.

Afinal, quando o estudante passa por uma situação marcante na sua vida acadêmica, o aprendizado é levado para toda a vida – ao contrário do que acontece quando ele passa apenas por atividades automatizadas e passivas.

Para proporcionar momentos de atenção plena e consciente em vivências memoráveis, a IES pode ofertar, por exemplo, visitas virtuais a espaços reais das profissões, objetos em realidade virtual e aumentada, contatos com problemas reais e atividades com impacto social ao longo da trajetória do curso.

Aqui, outro aspecto fundamental é a conexão com colegas e professores. Segundo Nóvoa e Alvim, essa vivência em comunidade pode acontecer, inclusive, no espaço virtual, desde que se valorize a dimensão comum e a construção conjunta da aprendizagem.

“O digital não é apenas mais uma ‘tecnologia’: instaura uma nova relação com o conhecimento e, por isso mesmo, uma nova relação pedagógica”, defendem os autores.

Leia mais: Experiências imersivas transformam ensino de engenharia na Uninter

3) Objetos de aprendizagem diversificados e interativos 

Se os estudantes são diferentes, não faz sentido que os conteúdos sejam iguais.

Por isso, as soluções do pilar de experiência de aprendizagem da Plataforma A contam com e-books, práticas, desafios, vídeos, objetos em realidade aumentada, realidade virtual, laboratórios virtuais, banco de questões, simulados, entre outros objetos de aprendizagem.

Em entrevista ao jornal El País, o filósofo, sociólogo e pesquisador em ciência da informação e comunicação, Pierre Lévy defende que atividades interativas e imersivas, como os games, trazem resultados promissores em termos de aprendizagem.

“Isso funciona, garanto, porque consegue captar a atenção, dar início ao compromisso do aluno com a matéria. Mas, claro, isso supõe um enorme esforço de estratégia pedagógica, e também de desenvolvimento tecnológico, naturalmente”, explica Lévy.

Ou seja, o acesso à tecnologia, por si só, não garante boas experiências. É preciso que os objetos de aprendizagem estejam inseridos em trilhas, projetos e planos pedagógicos muito bem desenhados.

A diversidade de objetos de aprendizagem deve ser, portanto, somada a um conteúdo baseado em metodologias ativas e conectado com as demandas da sociedade e do mercado de trabalho. Assim, os professores conseguem construir trilhas de aprendizagem personalizadas de acordo com necessidades de cada curso.

Leia mais: NPJ-e moderniza experiência prática em cursos de Direito

4) Conexão com mercado de trabalho e a comunidade

O relatório The Future of Jobs, do Fórum Econômico Mundial, deixou claro a importância das soft skills para os profissionais do futuro. Mas ainda há um descompasso entre o que academia oferece e o que o mercado de trabalho espera.

Para se ter uma ideia, segundo uma pesquisa da Educa Insights, 70% dos gestores de IES acreditam que os alunos saem preparados para o mercado de trabalho, enquanto apenas 39% dos empregadores concordam com essa afirmação.

Então, outro fator importante na experiência de aprendizagem é a oferta de currículos que desenvolvam habilidades cognitivas e interpessoais, de autogestão, liderança e pensamento digital.

Para reter mais conhecimento e desenvolver soft skills, a aposta das IES deve estar em atividades práticas que, se possível, envolvam a comunidade e o mercado de trabalho local. Nesse caso, a curricularização da extensão é uma oportunidade para formar profissionais mais bem preparados, inovadores e comprometidos com o bem-estar social.

“Por isso, a Plataforma A disponibiliza uma ferramenta que conecta os desafios reais das comunidades às instituições, instigando os estudantes a encontrarem soluções para esses casos”, conta a especialista de produto da Plataforma A, Fernanda Alencastro.

Ao trabalhar com problemas reais ou vivenciar a prática em ambientes simulados, o estudante busca soluções para além da sala de aula, desenvolvendo habilidades como comunicação, liderança e flexibilidade.

Leia mais: Curricularização da extensão na Unicarioca: impacto na comunidade e nos alunos

5) Dados e acompanhamento

O conhecimento fornece a base mais confiável para a tomada de decisão. Logo, gestores, coordenadores e professores devem ter em mãos ferramentas para acompanhar todo o processo de aprendizagem.

Dessa maneira, é possível identificar em quais pontos os alunos têm mais dificuldades e quais habilidades e competências precisam ser reforçadas. Essas informações servem como base para criar planos de ação para apoiar estudantes com dificuldades e para fazer correções de rota pedagógica quando necessário.

Além de facilitar o trabalho da equipe acadêmica, essa prática mostra aos estudantes que eles não estão sozinhos, o que humaniza o atendimento.

Não por acaso, o pilar de experiência de aprendizagem da Plataforma A conta com ferramentas capazes de gerar e compilar dados de forma única, facilitando a tomada de decisão.

Leia mais: Gestão pedagógica baseada em dados: o caso Mackenzie

6) Preservando a identidade das IES 

As soluções da Plataforma A são adaptáveis para preservar a identidade das IES. Afinal, a implementação de todos os elementos vistos até aqui não pode esconder a vocação da instituição de ensino, da sua comunidade e dos seus alunos.

Essa adaptação leva em conta, entre outros aspectos, a vivência dos estudantes e professores. Cada instituição pode usar os pilares da experiência de aprendizagem de acordo com o seu perfil discente e docente, criando jornadas personalizadas.

Isso passa, por exemplo, pela curadoria de conteúdo; pela adoção de metodologias de ensino alinhadas à realidade dos alunos, professores e instituição; e pela capacitação do corpo docente para o uso das tecnologias disponíveis.

*A pesquisa da Plataforma A foi desenvolvida pela especialista de produto, Fernanda Alencastro

Leia mais: Qual é o grau de inovação da sua IES?

Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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