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3 equívocos frequentes sobre o ensino híbrido

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Fala-se cada vez mais sobre ensino híbrido (blended learning, em inglês). Aliás, fala-se e se emprega cada vez mais o modelo que combina aulas presenciais e ensino remoto. Não por acaso. Segundo o relatório Blended Beyond Borders, o ensino híbrido é peça-chave para a modernização da aprendizagem de diversos países.

À medida que ganhou popularidade, porém, interpretações imprecisas do modelo começaram a surgir. O Desafios da Educação desmistifica três deles.

1) Ensino híbrido não se resume a adicionar tecnologia

Muitos professores têm usado tecnologia em suas aulas, como data show, exibição de vídeos ou atividades no celular. Mas não devem esperar que isso seja capaz de ser classificado como ensino híbrido. No modelo, a tecnologia não apenas soma; ela transforma o processo de aprendizagem.

Leia mais: Barreiras culturais são desafio ao ensino híbrido na educação

2) Modelo não acontece durante a aula, mas no planejamento

A inserção do ensino híbrido na instituição de ensino tem de ser bem planejada. Alguns pontos de atenção incluem a identificação correta dos alunos interessados, na qualidade e na quantidade de conteúdo online e nas atividades que farão a integração entre as aulas virtual e presencial. Lembre-se que uma complementa a outra.

3) Não confunda ensino híbrido com outras estratégias educacionais

O blended learning trabalha a longo prazo. Trata-se de uma meta-estratégia que possibilita a criação e implementação de outras. Não é como o SAMR (sigla para Substitution Augmentation Modification Redefinition Model), que avalia o impacto das atividades no desenvolvimento dos alunos, ou o TPACK (Technological Pedagogical Content Knowledge), que valoriza o conteúdo e a pedagogia. Ambos são centrados na decisão do professor, enquanto o ensino híbrido é voltado para os alunos e à maneira como aprendem.

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Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino superior.

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