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O desempenho do Brasil no QS World University Ranking 2022

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A Quacqurelli Siomonds, uma empresa britânica especializada em análise do ensino superior, publicou na quarta-feira (6), o QS World University Rankings by Subject 2022. O ranking mundial avalia o desempenho das universidades por área do conhecimento. 

Entre as instituições brasileiras, a Universidade de São Paulo (USP) conquistou o melhor desempenho. A USP teve 41 programas entre os cem melhores do mundo nas suas áreas – destes, 11 ficaram entre os 50 primeiros. Destaque para Odontologia (15°), Engenharia de Petróleo (31°) e Engenharia de Minas (31°). 

A edição deste ano do QS World University Rankings by Subject traz dados independentes sobre o desempenho de 313 programas, de 32 universidades brasileiras, em 51 disciplinas acadêmicas. A má notícia é que 32% dos programas nacionais caíram na classificação – por outro lado, apenas 23% melhoraram seu resultado.  

Melhores desempenhos 

A odontologia é o ponto forte das universidades brasileiras. Além da USP, a Universidade Estadual de Campinas – Unicamp – (32°) e Universidade Estadual Paulista (36°) aparecem entre as 50 melhores do mundo na área. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) está no top 100 em Odontologia. 

O QS World University Rankings by Subject 2022 destaca ainda o desempenho do Brasil em Engenharia do Petróleo. Mais uma vez, devido ao desempenho das instituições públicas paulistas. A Unicamp (31°) e a USP (32°) figuram entre as 50 primeiras colocadas.  

Sem levar em conta a colocação, a área em que o Brasil tem mais representantes no ranking é a Medicina, com 21 universidades incluídas. Já as disciplinas de Agricultura & Silvicultura contam com 18 instituições brasileiras classificadas, o que reflete a importância do setor para a economia brasileira.  

Confira, abaixo, a lista dos programas brasileiros entre os 50 primeiros do mundo: 

  • Odontologia – Universidade de São Paulo (15°) 
  • Odontologia – Unicamp (32°) 
  • Odontologia – Unesp (36°) 
  • Engenharia de Minas – USP (31°) 
  • Engenharia de Petróleo – Unicamp (31°) 
  • Engenharia de Petróleo – USP (32°) 
  • Geografia – USP (38°) 
  • Medicina Veterinária – USP (41°) 
  • Línguas Modernas – USP (41°) 
  • Antropologia – USP (42°) 
  • Arquitetura – USP (44°) 
  • Agricultura e Silvicultura – USP (47°) 
  • Agricultura e Silvicultura – USP (48°) 
  • Sociologia – USP (49°) 
  • Esporte – USP (49°) 

Segundo o vice-presidente sênior da Quacqurelli Siomonds, Ben Sowter, o ranking deste ano mostra que a USP continua a afirmar seu status como potência de pesquisa na América Latina. Trata-se da instituição do continente com mais programas entre os top-100 globais.  

“Vimos também que as universidades federais brasileiras continuam a liderar em pesquisa e colaboração. Para continuar melhorando em nossos rankings, as instituições brasileiras devem continuar engajando-se em parcerias internacionais de pesquisa, com ênfase em pesquisas que tenham claras implicações práticas”, afirmou Sowter ao site da empresa.  

Leia mais: Por que as universidades australianas são tão boas nos rankings? 

A metodologia  

O ranking, compilado por analistas globais de ensino superior, fornece análises comparativas sobre o desempenho de 15.200 programas universitários individuais, oferecidos em 1.543 universidades, localizadas em 88 países, em 51 disciplinas acadêmicas e em cinco grandes Áreas de Ensino.  

A QS usa quatro métricas-chave para compilar a classificação das disciplinas: reputação acadêmica, reputação por parte do empregador, citações de pesquisa por publicação e produtividade e impacto do trabalho. O peso de cada critério varia conforme as especificidades de cada disciplina.  

Neste ano, a avaliação considerou um indicador adicional, a Rede Internacional de Pesquisa, nas tabelas de áreas de ensino (Artes & Humanidades, Ciências da Vida e Medicina, Ciências Naturais, Engenharia & Tecnologia e Ciências Sociais e Administração). 

O QS World University Rankings by Subject 2022 está disponível neste link 

Leia mais: 3 razões apontam 2022 como o ano da virada no ensino superior 

Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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