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Por que as ações das empresas de educação estão em queda na bolsa

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Queda começou após governo anunciar “Lava-jato” no setor. Crédito: BM&FBOVESPA/Luiz Prado,

As ações das quatro empresas de educação que operam na bolsa de valores vinham com ganhos expressivos, superiores a 20%, desde o início do ano – recuperando as perdas do ano passado. Na última sexta-feira (15), porém, os papéis das companhias despencaram.

As ações da Kroton (-6,2%) e da Estácio (-5,2%) praticamente lideraram as quedas do Ibovespa (principal índice brasileiro) de sexta-feira, que também fechou em baixa de 0,5%. Ser Educacional e Anima Educação, que não compõem o índice, caíram respectivamente 7,2% e 1,25%.

Nesta segunda-feira (18), a queda se repetiu pelo segundo pregão consecutivo:

  • Ser Educacional caiu 3,56%;
  • Anima, 2,37%;
  • Kroton, 0,74%;
  • e Estácio, 2,14%.

Lava-Jato da educação

As ações do setor começaram a cair desde o anúncio feito pelo presidente Jair Bolsonaro, na semana passada, de realizar uma “Lava-Jato da educação”.

Conforme um documento protocolado pelo Ministério da Educação (MEC), o ministro Ricardo Vélez Rodríguez encontrou indícios de corrupção em diversos programas como o ProUni, de bolsa estudantil para alunos carentes, e o Pronatec, de cursos técnicos.

A pasta também pretende investigar possíveis fraudes no Sistema S, na concessão de bolsa ilegal para cursos de educação a distância e em irregularidades em universidades federais.

Documento da investigação foi assinado pelos ministros Sérgio Moro (Justiça) e Vélez Rodríguez (MEC), por Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União, e pelo advogado-geral da União, André Mendonça. Crédito: Luís Fortes/MEC

Desde a notícia da “Lava-Jato da educação”, as ações das quatro companhias começaram a cair. Sobre o futuro desempenho desses papéis na bolsa, analistas consultados pelo InfoMoney acreditam que ainda é cedo para tirar conclusões.

Sobre a investigação, a única entidade do setor a se manifestar até a publicação desta reportagem foi o Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular. Em nota, o Fórum diz que apoia a “iniciativa do governo federal de apurar indícios de corrupção, desvios e outros tipos de atos lesivos à administração pública no âmbito do MEC e de suas autarquias nas gestões anteriores”.

Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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