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Material didático: ele também está mudando

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A época dos livros escolares pesados está ficando no passado. Cada vez mais o material didático migra para o formato digital e está disponível para o aluno a qualquer momento e em qualquer dispositivo. Mas como escolher o melhor método de ofertar conteúdo para os estudantes?

Tudo começa em entender as necessidades da instituição. “A primeira coisa que é preciso ter em mente é qual a metodologia de ensino que se está oferecendo”, explica Roberta Galon, coordenadora de EAD da Universidade Positivo. “Quanto mais completo o material for para a modalidade, melhor”, diz ela.

Um dos primeiros passos para a construção de um curso de sucesso é justamente a escolha de um Learning Management System (LMS) robusto, que possa suprir as necessidades da instituição. Mais conhecido no Brasil como Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), é ele que vai dar suporte para os conteúdos do curso – seja presencial, a distância, corporativo ou qualquer outro tipo de instituição.

Dentro do Ambiente Virtual, é possível personalizar aulas com as principais necessidades do contexto do ensino. Gamificação, sala de aula invertida e uma gama quase infinita de materiais e metodologias podem ser atreladas ao uso de plataformas como o Blackboard, que além de hospedar conteúdos é capaz de gerar métricas para avaliação de aprendizagem, permitindo a análise individual de cada estudante.

Hoje, uma das maiores preocupações das IES diz respeito ao desenvolvimento de competências. “Tanto com alunos ou colaboradores, o objetivo é que ambos consigam se desenvolver de maneira completa através do material didático disponibilizado nos ambientes virtuais de aprendizagem”, explica Daiana Rocha, gerente de produção de conteúdo digital da SAGAH, empresa que integra conteúdo, tecnologia e serviços para oferecer uma experiência de aprendizagem completa a IES e alunos.

Segundo ela, já existem movimentos significativos de alteração nas matrizes curriculares para que as competências desenvolvidas no percurso acadêmico não fiquem focadas exclusivamente em competências técnicas. “É preciso que elas avancem e perpassem as competências atitudinais e de formação para a vida”, acrescenta Daiana, que também é líder de implementação de projetos EAD em diversas empresas e instituições de ensino.

Aposta na personalização

“Eu vejo que a principal estratégia é a personalização e a adaptação do conteúdo”, explica Roberta Galon. A especialista da Universidade Positivo destaca uma das principais vantagens dos modelos de ensino apoiados em plataformas digitais: a customização. “Uma vez que você identifica as dificuldades, o modo de aprender e quais recursos eles tem mais interesse, você consegue oferecer o mesmo conteúdo com a diferenciação para cada aluno.”

O desenvolvimento de conteúdo interno ainda é um desafio, sobretudo no ponto de vista financeiro. O investimento, que exige fazer a contratação de designers, programadores, pedagogos e uma infinidade de profissionais e tecnologias pode ser pouco acessível para instituições menores.

Felizmente, com a expansão do ensino a distância, já há no mercado a oferta de opções para modernizar o modelo de oferta do material de apoio ao estudante – tanto para instituições de ensino básico quanto superior.

Produzir soluções em ensino a partir da parceria com professores, gestores e estudantes é uma das missões da Geekie, empresa que se propõe a fazer a chamada “escola do futuro” ser realidade no Brasil. “O sistema educacional está séculos atrasado”, lamenta Claudio Sassaki, um dos fundadores da empresa, em entrevista à revista norte-americana Wired.

Junto de um sócio, Sassaki deixou uma promissora carreira no mercado financeiro para apostar em inovação educacional. “A educação no Brasil não era vista como uma oportunidade de negócio”, relata o empresário ao jornal Folha de S. Paulo.

Atualmente, a startup atende mais de 5 mil escolas no país, com 5 milhões de alunos em seus programas Geekie Lab, um apoio ao aluno em sala de aula com atividades e videoaulas, e Geekie Games, um simulador voltado para preparar para o Enem.

Voltada para o ensino superior, a SAGAH adapta a produção de conteúdo para as necessidades das universidades. Além de disponibilizar material de apoio para gestores que já estão com cursos implementados, ela presta consultoria para as instituições que procuram ampliar a disponibilidade de graduações. Com uma equipe multidisciplinar, a empresa cria conteúdos com estratégias didáticas que proporcionam inputs diversificados para a aprendizagem. “Nossa metodologia busca não só oferecer conhecimento teórico, mas a sua aplicabilidade”, diz Daiana Rocha.

De acordo com ela, a metodologia contribui no processo de aprendizagem do aluno para que ele saiba responder às tradicionais perguntas que acompanham sua trajetória educacional: a) O que é necessário saber?; b) O que se deve saber?; e c) De que forma se deve ser?. “A resposta da terceira questão não depende apenas do material didático, mas de toda a metodologia de interação criada pela instituição através de fóruns, chats e webconferências, por exemplo”, explica Daiana.

A SAGAH ainda desenvolve projetos voltados para a formação continuada de professores para aprimorar a experiência de ensino. Cursos online, presenciais e híbridos, conforme a necessidade e perfil da instituição fazem parte de uma ampla estratégia a ser desenvolvida pela IES para captar e reter alunos.

A vantagem de um parceiro estratégico na área de material didático, seja no ensino básico ou superior, tem se mostrado um diferencial para instituições de ensino. Com esta funcionalidade, é possível alocar recursos em áreas estratégicas, otimizando os investimentos. Um peso a menos para ser carregado – assim como aqueles livros, que a esta altura já estão no tablet dos alunos.

Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino superior.

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