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Empregabilidade é tema de seminário no Semesp

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A preparação dos estudantes para o mercado de trabalho e a captação destes novos profissionais nas empresas é o tema do seminário “O papel das IES nas taxas de empregabilidade”, realizado nesta quarta-feira (18) na sede do Semesp, em São Paulo. Ao debater o panorama dos concluintes do ensino superior, o evento – que conta com palestrantes do Brasil e do exterior – abre espaço para boas práticas de integração entre as instituições de ensino e os empregadores.

Mais do que apenas conhecimento teórico, as empresas procuram competências nos profissionais que se candidatam a posições em seus times. Responsabilidade, versatilidade, bom senso e capacidade de tomada de decisões são habilidades e atitudes que não eram abordados normalmente em sala de aula.

Entretanto, o distanciamento entre mercado e as escolas está cada vez menor. Atentas ao impacto econômico em seus negócios, as faculdades brasileiras já trilham o caminho de cooperação com os setores produtivos da economia para serem fábricas de soluções e laboratórios para jovens profissionais. Trazer os problemas do mundo real para serem debatidos em sala de aula e abraçar parcerias em projetos com grandes companhias já é realidade em muitas instituições de ensino.

Com participação da área econômica do Semesp, o seminário ilustra o perfil do aluno egresso do ensino superior e busca identificar os seus anseios e dificuldades em conquistar uma vaga de emprego. A partir de dados do Panorama dos Concluintes do Ensino Superior, formulado pela entidade, são colocados na mesa as opções a serem adotadas pelas IES para apoiar o aluno na transição entre o acadêmico e o profissional.

Segundo o documento, dois a cada três alunos que concluíram o ensino superior estão trabalhando atualmente, sendo que a maioria em sua área de formação. Um total de 44,4% dos concluintes que saíram das IES públicas não estão trabalhando no momento, e continuam estudando em cursos de pós-graduação (56,2%), principalmente na modalidade stricto sensu (53,1% em mestrado ou doutorado). Já entre os 29,5% que não trabalham no momento e saíram de IES privadas, a maioria (60,5%) não está fazendo outro curso atualmente.

A empregabilidade dos alunos como estratégia para aumentar a competitividade do negócio é abordada em palestra de Matthew Small, presidente e CEO da Symplicity, empresa americana de gerenciamento de carreira que tem parcerias com algumas das mais tradicionais universidades do mundo, como Yale e London Business School. Especialista em carreiras, o executivo apresenta soluções para atender as instituições no desafio de preparar estudantes para o mercado de trabalho.

Nome forte na análise de dados aplicada ao ensino, a Symplicity oferece soluções baseadas em data analytics, machine learning e suporte para mobile. Os métodos quantitativos, segundo o diretor executivo, são a principal fonte para uma estratégia sólida. “Os rankings de melhores universidades têm considerado cada vez mais a empregabilidade”, afirma. Para Small, os níveis de ocupação estão intimamente ligadas a taxa de evasão. “Uma estratégia robusta de colocação profissional prepara o estudante para vagas melhores, e, consequentemente, os mantém na universidade”, conclui.

Estágios devem ser valorizados

Referência no Brasil quando o assunto é aproximar as instituições do mercado de trabalho, o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) destaca como parte importante da formação profissional as práticas de estágio. Ativo na redação da lei 11.788/08, que regulou e modernizou a prática no país e garantiu a finalidade pedagógica deste tipo de aprendizado, o CIEE traz para o seminário suas visões sobre as contribuições do ensino a distância para este cenário.

Maior empresa de educação superior do mundo, a Kroton Educacional também participa dos debates. A empresa, que controla gigantes como a Anhanguera e a Unopar, desenvolveu uma rede social de gestão de carreiras, o Canal Conecta.

O sistema, disponíveis a todas as IES do grupo, traça o perfil dos candidatos a partir de seus valores e atitudes, e não apenas baseado nos dados de um currículo tradicional. Assim, a plataforma conecta o candidato a vagas de acordo com suas habilidades, e abre portas na relação entre recrutadores e estudantes. “Nossa pesquisa de empregabilidade mostra que após 4 anos de estudo os alunos formados pela instituição tiveram aumento de 80% em suas rendas”, explica Camila Veiga, gerente de empregabilidade da Kroton.

Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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