Um debate plural sobre o presente e o futuro da educação no Brasil

desafios da educação

Um debate plural, em que os palestrantes apresentaram pesquisas e tendências para a educação e discutiram de que forma as metodologias novas podem ser aplicadas de forma adequada nas instituições de ensino do Brasil. No Fórum de Lideranças: Desafios da Educação 2017, mais do que conversar sobre o futuro, debateu-se o presente.

Logo na abertura, o diretor geral de graduação da ESPM Luis Fernando Garcia disse que uma das aprendizagens da instituição foi evoluir de entregar uma resposta para uma demanda imediata de mercado para entregar propostas a um novo modelo para gerar valor para a sociedade.

“Crescer, desenvolver, desafiar: que venham novas questões e que possamos, juntos, respondê-las”, defendeu Garcia.

A primeira palestra do dia foi de Katie Blot, diretora de estratégia da Blackboard, comentou sobre sua forte crença de que a tecnologia tem potencial de romper obstáculos e democratizar a educação ao redor do mundo.

Para ela, não é suficiente que uma instituição tenha estudantes. É fundamental que eles tenham progresso e concluam suas formações.

“Mais do que provocar uma evolução individual, a educação modifica as sociedades e a economia, porque essas pessoas que saem da graduação vão formar a força de trabalho e se inserir no mercado de trabalho.”

Por isso, ela defende que um desafio atual da educação é como escalar o ensino sem perder a qualidade.

Fábio Reis, diretor de inovação e redes do Semesp, disse acreditar que, em geral, as instituições utilizam pouco os dados e relatórios disponíveis na tomada de decisões estratégicas.

“Estamos usando big data para tomar decisões? Estamos formando os alunos para o mercado atual e do futuro?”, questionou. Além disso, que também perguntou se os gestores estão dialogando com os jovens estudantes e entendendo o que eles esperam de sua formação.

“Hoje, a universidade está em qualquer lugar, os espaços de aprendizagem são outros”, defendeu.

Segundo ele, a universidade do futuro possui essas características:

> interdisciplinaridade
> engajamento
> ensino mão na massa
> pesquisa relevante para a sociedade
> ensino híbrido com metodologias
> empreendedorismo
> análise via big data

Após o intervalo, a Doutora em Psicologia escolar e do desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP) Lilian Bacich disse que a grande questão que movimenta as metodologias ativas na educação é entender que os alunos não são todos iguais e não podem ser avaliados da mesma forma.

“A inovação é mais pedagógica e metodológica do que tecnológica”, garantiu.

Por isso, disponibilizar um notebook para cada aluno não acarreta em mudança se não modificar a sala de aula. É preciso ter uma mudança na cultura escolar, para superar dificuldades na personalização do ensino.

Por fim, o último palestrante do dia, Marcelo Cardoso, vice-presidente do  Laureate no Brasil, disse que só a tecnologia vai permitir o crescimento em escala da educação de qualidade, mas também que é preciso modificar os modelos mentais de alunos, professores e da própria cultura escolar.

“Tudo evoluiu: carros, aviões, celulares. Por que a sala de aula ainda é a mesma?”, questionou.

O Fórum de Lideranças: Desafios da Educação terminou com um painel de debates entre os palestrantes.

Nas próximas semanas, serão publicados aqui no blog diversos conteúdos sobre as palestras de hoje, não deixe de acompanhar.