Fórum de Lideranças: Desafios da Educação – Um dia para repensar o ensino

Fórum de Lideranças 2016

Mais de 260 pessoas, entre educadores e gestores de instituições de ensino, se reuniram no auditório do Insper, durante a manhã e parte da tarde deste dia 12, para refletir sobre novos métodos de aprendizagem ativa, tendências da educação e o mercado do ensino a distância. O Fórum de Lideranças: Desafios da Educação reuniu cinco palestrantes reconhecidos em seus campos de atuação e terminou o evento com um painel de debates, em que cada um deles respondeu questões do público presente.

A manhã começou com aberturas de Bruno Weiblen, Diretor Comercial da Blackboard no Grupo A, e de Irineu Gianesi, Diretor de Novos Projetos Acadêmicos do Insper. Gianesi relembrou os desafios em relação a qualidade de ensino no Brasil: “A tecnologia tem um papel extremamente importante, seja para reduzir custos e ampliar o acesso, seja para melhorar a qualidade, dando um atendimento cada vez mais personalizado para o aluno”, defendeu.

Repensando a educação
O primeiro paletrante do dia foi Bill Ballhaus, CEO e Presidente da Blackboard, que identificou semelhanças entre os desafios na educação no Brasil e no mundo. Segundo ele, os jovens naturalmente usam a tecnologia, e a empresa que investe em inovação no ensino motiva os jovens. Nâo se pode mais pensar a educação da mesma forma.

“O mercado de trabalho procura por formandos que consigam trabalhar de forma colaborativa, e as universidades têm que treinar essa competência em seus alunos”, acredita.

Após, Oswaldo Morales, Diretor de Educação Online e professor na Universidad ESAN, no Peru, apontou que toda a mudança tem uma lógica e implica na cultura da organização. “O desafio é mudar um chip interno, dentro do indivíduo.”

Para ele, há uma resistência natural às mudanças, uma tendência a se manter o status quo. “Para mudar é preciso se arriscar”, garantiu Morales. Para ele, a mudança tem uma agenda política: vai encontrar resistência, então a instituição precisa convencer, investir e envolver os principais líderes.

Apresentando o case Trezentos, Ricardo Fragelli, professor-adjunto da UnB Gama, disse buscar com que o aluno da primeira fileira tenha a mesma experiência de aprendizado que o da última. “Acredito que nós, como educadores, temos que formar alunos que sejam excelentes técnicos e que dominem a ciência, mas com paixão e solidariedade.

Na volta do intervalo, Ronaldo Mota, Reitor da Universidade Estácio de Sá fez uma retomada da origem das salas de aula, formato de ensino criado por Platão, e que até hoje é replicado quase sem mudanças. Para ele, é preciso sempre lembrar que todos aprendem o tempo todo. E cada um aprende de maneira única. “É importante ter empatia também no processo de educação”, disse.

Por fim, Luiz Filipe Trivelato, Diretor Executivo da SAGAH, apresentou dados sobre o mercado de ensino a distância no Brasil, demonstrando locais com potencial de crescimento.

Painel de debates
No final das apresentações, Trivelato mediou uma conversa entre os palestrantes. Ronaldo Mota defendeu que é preciso repensar o papel do professor no novo processo de ensino, já que a aprendizagem não ocorre mais de forma passiva. Para ele, o educador assumirá uma função de preceptor, orientando a formação dos estudantes.

Frageli falou da “maldição do conhecimento”, que ocorre quando o professor domina tanto determinado assunto que se desconecta do aluno e não consegue passar o conhecimento de forma que ele compreenda.

Já Morales disse que o mundo está globalizado e tecnológico. “Hoje, vemos grupos de estudos entre estudantes de diferentes países que conseguem se comunicar até mesmo sem dominar os idiomas uns dos outros”, encerrou.